Pernambuco, 13 de Maio de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Justiça Federal obriga Abin a liberar documentos mantidos ilegalmente sob sigilo

Durante o julgamento, a União não negou que os documentos já estavam desclassificados, mas argumentou que seu conteúdo poderia "expor a própria agência".

Gabriel Alves

09 de maio de 2025 às 20:00   - Atualizado às 20:00

Justiça: fachada da Abin.

Justiça: fachada da Abin. Foto: Antônio Cruz e Joédson Alves/Agência Brasil

 A 6.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) decidiu, de forma unânime, condenar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a liberar um conjunto de dados que, embora já desclassificados, continuavam sendo mantidos sob sigilo. A decisão, publicada na quarta-feira, 7 de maio, se baseou na Lei de Acesso à Informação (LAI).

"Quando veio a LAI, ela normatizou o inciso 33 do artigo 5.º da Constituição, em âmbito nacional. Então, ela vale para toda e qualquer hipótese. Inclusive, no artigo 23 da LAI, quando há a previsão de que as informações que envolvam risco à soberania e à segurança do Estado serão classificadas nos termos dela é, justamente, pensando que qualquer informação será classificada na forma com que ela estipula", afirma o advogado Fernando Canhadas, que conduz o processo.

Para ele, a decisão "é histórica", especialmente porque esclarece um equívoco conceitual:

"Alguns órgãos se viam alheios à LAI justamente pela natureza das informações que eles detêm, e a Abin é o exemplo mais icônico disso", afirmou Canhadas.

A decisão atendeu à ação movida pela Fiquem Sabendo, com representação do escritório LimaLaw, ainda em 2020.

Veja Também

Para Canhadas, a decisão pode ser um divisor de águas em relação ao que nós tínhamos no passado a essa a "essa compreensão equivocada do âmbito de aplicação da lei e que vai nortear a partir de agora a atuação [...] vai nortear a atuação dos próprios órgãos que detém informações desta natureza", explicou

Durante o julgamento, a União não negou que os documentos já estavam desclassificados, mas argumentou que seu conteúdo poderia "expor a própria agência, bem como os servidores que nela trabalham". A decisão, tomada em segunda instância, ainda está sujeita a recurso.

Ramagem

Em sessão virtual realizada nesta sexta-feira, 9 de abril, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para suspender parcialmente a ação penal contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, em 2022.

A decisão também representa um enfrentamento à Câmara dos Deputados, que havia aprovado, na quarta-feira, 7 de maio, por 315 votos a 143, um projeto de resolução para suspender integralmente o processo contra Ramagem, que também tem como réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros seis aliados.

Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux acompanharam o relator, ministro Alexandre de Moraes, formando maioria no colegiado.

Com o julgamento, o STF decidiu manter a tramitação da ação penal contra Ramagem por três crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

09:28, 13 Mai

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Prefeita de cidade nos Estados Unidos deixa o cargo após admitir ser agente da China
Renúncia

Prefeita de cidade nos Estados Unidos deixa o cargo após admitir ser agente da China

De acordo com os documentos do processo, Wang operava o site "U.S. News Center" sob orientação de autoridades chinesas.

Raquel Lyra acompanha posse do ministro Nunes Marques como novo presidente do TSE.
Presença

Raquel Lyra acompanha posse do ministro Nunes Marques como novo presidente do TSE

A governadora defendeu o fortalecimento das instituições democráticas e a garantia de um processo eleitoral democrático.

Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga.
Vídeo

STF confirma por unanimidade retorno de 'prefeito tiktoker' à prefeitura de Sorocaba

Nas redes sociais, Rodrigo Manga celebrou a decisão do Supremo com um bolo e confetes.

mais notícias

+

Newsletter