Deputada federal Érika Hilton. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
Uma pesquisa divulgada neste sábado, 28 de março, pelo PoderData revela que 74% dos brasileiros desaprovam a escolha da deputada Erika Hilton para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O levantamento também mostra que 12% dos entrevistados concordam com a decisão, enquanto 14% preferiram não opinar.
O instituto ouviu 2.500 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 21 e 23 de março. A equipe realizou as entrevistas por telefone. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, conforme os dados informados pelo próprio instituto.
A deputada assumiu a presidência do colegiado no dia 11 de março. Ela se tornou a primeira mulher trans a ocupar o comando da comissão responsável por discutir políticas públicas voltadas às mulheres no âmbito da Câmara dos Deputados. A escolha gerou debates dentro e fora do ambiente político desde o anúncio do resultado.
Durante o discurso de posse, Erika Hilton defendeu a presença de mulheres, pessoas trans e travestis nas discussões sobre políticas públicas.
“Queira ou não queira, mulheres e trans e travestis não serão abandonadas nessa discussão e não me importa a vontade de quem quer que seja”, afirmou a parlamentar na ocasião.
O levantamento do PoderData mede a percepção da população sobre a indicação da deputada para o cargo. A pesquisa não detalha os motivos da reprovação ou da aprovação registrados nas respostas. O resultado reflete apenas a posição declarada pelos entrevistados no momento da ligação.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher analisa propostas, acompanha políticas públicas e discute temas relacionados à proteção, direitos e garantias das mulheres. O colegiado possui papel relevante na tramitação de projetos ligados à pauta feminina dentro da Câmara.
A repercussão da escolha de Erika Hilton ocorre em meio a debates mais amplos sobre representatividade, políticas públicas e participação de diferentes grupos sociais em espaços de poder. A presidência da comissão coloca a deputada em posição de destaque nas discussões legislativas relacionadas ao tema.
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