Deputados Federais de Pernambuco. Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira, 16 de setembro, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que amplia a proteção judicial para parlamentares. O texto permite, entre outras mudanças, que deputados e senadores passem a deliberar em votação secreta sobre ordens de prisão de colegas expedidas pela Justiça.
No primeiro turno, a proposta recebeu 353 votos favoráveis e 134 contrários. Já no segundo turno, foram 344 votos a favor e 133 contra. Em ambas as etapas, eram necessários pelo menos 308 votos para validação. Antes de seguir ao Senado, a PEC ainda será submetida à análise de três destaques que podem alterar pontos específicos do texto.
O resultado da votação mostrou uma clara divisão entre os deputados pernambucanos. Dos 25 parlamentares que representam o estado, 19 votaram a favor da proposta e cinco se posicionaram contra. O deputado Pastor Eurico (PL) não participou da sessão.
A chamada PEC da Blindagem altera o processo de análise de decisões judiciais contra parlamentares. Hoje, ordens de prisão expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou por outros tribunais podem ser submetidas ao plenário da Câmara ou do Senado, mas em votação aberta.
Com a nova redação, essas deliberações passam a ocorrer de forma secreta, reduzindo a transparência e dificultando a cobrança pública sobre a posição de cada parlamentar. Defensores da proposta afirmam que a mudança garante maior independência do Legislativo frente ao Judiciário. Já críticos argumentam que a medida libera mecanismos de fiscalização e enfraquece a relação de responsabilidade dos deputados e senadores com seus eleitores.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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