Pablo Marçal e Boulos durante debate. Foto: Reprodução
O Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou na quinta-feira, 29 de maio, o ex-coach Pablo Marçal (PRTB) por difamação contra o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) nas eleições municipais do ano passado, quando ambos concorriam à Prefeitura de São Paulo.
Marçal foi procurado para se manifestar sobre a denúncia, mas não respondeu até a publicação deste texto. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão. O caso tramita em segredo de justiça.
Na véspera do primeiro turno, ele divulgou um laudo médico falso, acusando Boulos de ter sido atendido em uma clínica em São Paulo em 19 de janeiro de 2021 após "surto psicótico grave" pelo uso de cocaína. Dados errados e inconsistências quanto à data do suposto atendimento mostraram que se tratava de um documento falso.
O então candidato do PRTB também fez uma série de insinuações, ao longo da campanha, de que Boulos faria o uso de entorpecentes, chegando a dar ao adversário o apelido de "comedor de açúcar", em referência ao suposto uso de cocaína.
As acusações motivaram Boulos a apresentar exame toxicológico que comprovou a não utilização de entorpecentes na última semana da campanha eleitoral.
Em suas redes sociais, o deputado federal afirmou que Marçal é "mentiroso contumaz" e deve "pagar pelos seus crimes".
"Esperamos que a Justiça seja feita. Antes tarde do que nunca", escreveu.
O MP confirmou oficialmente a denúncia contra Marçal, mas não se manifestou sobre demais denunciados. Segundo o jornal O Globo, além do ex-coach, foram denunciados o biomédico Luiz Teixeira da Silva Júnior, que seria o autor da falsificação, e o advogado Tassio Renam Souza Botelho, por publicar o laudo nas redes sociais de Marçal.
O médico e advogado também foram procurados pela reportagem, mas não haviam dado um retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
Estadão Conteúdo
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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