Ex presidente Fernando Collor. Foto: Divulgação
O ex-presidente Fernando Collor foi preso após ser condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção, em decorrência de uma investigação da Operação Lava Jato.
Sua prisão aconteceu na madrugada desta sexta-feira, 25 de abril, em Maceió, quando se preparava para pegar um voo para Brasília.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou prender Collor após negar recurso da defesa que tentava protelar o início do cumprimento de pena.
Na decisão, Moraes afirmou que Collor deve cumprir imediatamente a pena em regime fechado, além de ter que pagar noventa dias-multa.
Pelo crime de corrupção passiva, a pena é de quatro anos e quatro meses de prisão. Por lavagem de dinheiro, é de quatro anos e seis meses. O delito de associação criminosa, por sua vez, teve a punibilidade extinta.
O ex-presidente foi declarado culpado pelo recebimento de R$ 20 milhões em propinas da UTC Engenharia em troca do direcionamento de contratos de BR Distribuidora.
O ex-ministro Pedro Paulo Bergamaschi e o operador Luís Pereira Duarte de Amorim também foram condenados. A sentença também determina que os três devem pagar solidariamente uma multa de R$ 20 milhões por danos morais coletivos.
Segundo nota escrita por Marcelo Bessa, advogado do ex-presidente, Collor iria realizar o "cumprimento espontâneo da decisão do ministro Alexandre de Moraes".
Os representantes de Collor também afirmaram que receberam a ordem de prisão com "surpresa e preocupação".
"Ressalta a defesa que não houve qualquer decisão sobre a demonstrada prescrição ocorrida após trânsito em julgado para a Procuradoria Geral da República. Quanto ao caráter protelatório do recurso, a defesa demonstrou que a maioria dos membros da Corte reconhece seu manifesto cabimento. Tais assuntos caberiam ao Plenário decidir, ao menos na sessão plenária extraordinária já designada para a data de amanhã", disse a defesa.
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