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Novo salário mínimo de R$ 1.621 já está em vigor; reajuste é de 6,79%

O novo piso ficou abaixo da última estimativa do governo, que previa R$ 1.627, devido ao comportamento da inflação, medida pelo INPC.

Cami Cardoso

02 de janeiro de 2026 às 10:07   - Atualizado às 11:05

Montante de dinheiro.

Montante de dinheiro. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A partir de quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o novo valor do salário mínimo, que será de R$ 1.621. O reajuste representa um aumento de 6,79%, ou R$ 103 a mais em relação ao piso anterior.

O novo salário mínimo impacta diretamente trabalhadores, aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso, além de beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Além disso, o valor influencia seguro-desemprego, contribuições de microempreendedores individuais (MEIs) e indenizações pagas pelos Juizados Especiais.

Dos 40,7 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais, 28,5 milhões estão no valor de até um salário mínimo e passarão a receber R$ 1.621 já na folha de janeiro, que será paga entre os últimos cinco dias úteis de janeiro e os primeiros cinco de fevereiro.

O novo piso ficou abaixo da última estimativa do governo, que previa R$ 1.627, devido ao comportamento da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O índice acumulado em 12 meses até novembro, divulgado pelo IBGE em dezembro, foi de 4,18%.

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O reajuste do salário mínimo é um instrumento importante para proteger o poder de compra de milhões de brasileiros e serve como referência para diversos benefícios sociais e previdenciários. 

Piso salarial dos professores

O Ministério da Educação (MEC) discute uma mudança no modelo de cálculo do piso salarial dos professores da educação básica, com a intenção de criar uma regra mais estável, previsível e que assegure reajustes reais anuais à categoria. A conversa envolve representantes de professores, estados e municípios e ainda não resultou em uma proposta formal encaminhada ao Congresso Nacional.

Atualmente, o piso do magistério é reajustado com base em uma fórmula prevista em lei, vinculada ao crescimento do valor mínimo anual investido por aluno nos anos iniciais do ensino fundamental urbano, indicador utilizado pelo Fundeb.

Na prática, sempre que esse valor por aluno aumenta, o piso salarial acompanha a variação. O problema, segundo gestores públicos e parte do Governo Federal, é que esse mecanismo pode gerar reajustes elevados em alguns anos e percentuais muito baixos em outros, dificultando o planejamento orçamentário de estados e prefeituras.

Esse modelo de cálculo também é alvo de questionamentos judiciais e críticas técnicas, por não oferecer previsibilidade financeira. O próprio ministro da Educação, Camilo Santana, já reconheceu que a instabilidade da fórmula atual cria insegurança tanto para os professores quanto para os gestores responsáveis pelo pagamento da folha salarial.

A ideia do MEC é discutir um novo critério de correção do piso, capaz de garantir reposição da inflação e algum ganho real, sem provocar oscilações bruscas. No entanto, o tema enfrenta resistência. Governos estaduais e municipais temem assumir compromissos que pressionem ainda mais os orçamentos locais, enquanto sindicatos defendem que qualquer mudança preserve a valorização da carreira docente.

Segundo projeções do próprio ministério, se a fórmula atual for mantida, o reajuste do piso em 2026 deve ficar em torno de 2,9%, percentual inferior à inflação estimada, próxima de 3,5%. Esse cenário reforça o argumento do MEC de que o cálculo precisa ser revisto para evitar perdas salariais aos professores.

Em 2025, o piso nacional do magistério teve reajuste de 6,27%, acima da inflação de 2024, que foi de 4,77%. Com isso, o valor mínimo passou a ser de R$ 4.867,77. Embora o resultado tenha garantido ganho real naquele ano, o governo admite que o atual método nem sempre produz esse efeito.

Criada em 2008, a Lei do Piso do Magistério estabeleceu um valor mínimo nacional para professores da rede pública. Apesar dos avanços, dados do Inep indicam que docentes ainda recebem, em média, menos do que outros profissionais com nível superior, o que mantém o debate sobre a necessidade de um novo cálculo para o piso salarial, mais justo, estável e capaz de valorizar a carreira no longo prazo.[

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