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Mulher pede para Lula criar "quartinho para usar droga" e critica policiais que prendem viciados

A ideia, segundo ela, seria evitar que os usuários consumissem entorpecentes em locais públicos.

Redação

22 de agosto de 2025 às 18:48   - Atualizado às 18:57

Mulher pede para Lula criar quartinho para usar droga.

Mulher pede para Lula criar quartinho para usar droga. Foto: Reprodução

O humorista paraibano Mizael Silva, conhecido nas redes sociais como “o advogado de Alexandre de Moraes”, esteve em Brasília, nos dias 13 e 14 de agosto, para participar do evento “Leis e Likes: o papel do Judiciário e a influência digital”, realizado na sede do Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto circulava pela cidade, Mizael foi abordado por uma mulher em situação de rua. Visivelmente indignada, ela relatou sua insatisfação com a forma como a polícia tem atuado em relação às pessoas que fazem uso de drogas na região.

Veja vídeo: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Segundo seu relato, os agentes estavam prendendo usuários, que ela chamou de “noiados”, enquanto os traficantes continuavam vendendo nas ruas.

A mulher destacou que a repressão deveria se concentrar nos vendedores e não nos dependentes químicos. Em meio ao diálogo, fez ainda um pedido para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criasse um “quartinho para usar droga”.

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A ideia, segundo ela, seria evitar que os usuários consumissem entorpecentes em locais públicos, como calçadas e praças, e assim reduzissem os incômodos para a população que circula pela cidade.

Questionamento a Moraes

Mizael fez uma pergunta direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes sobre a velocidade na tramitação de processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em comparação com casos de fraudes relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O comediante quis saber por que os julgamentos que têm o ex-presidente como alvo parecem avançar com mais rapidez do que outros processos de relevância nacional.

O ministro respondeu e afirmou que esse tipo de questionamento está inserido em narrativas de desinformação que acabam alimentando fake news. Segundo Moraes, é incorreto afirmar que há uma diferença injustificada no ritmo dos julgamentos, já que cada processo segue um trâmite específico.

“Eu não tenho nada a ver com processo do INSS. Eu não sou o relator de tudo, até gostaria de ser, mas não sou”, declarou.

O ministro explicou que os processos possuem relatorias distintas e que, portanto, não é adequado comparar casos que tramitam em varas ou turmas diferentes dentro do próprio Judiciário.

Em sua fala, Moraes destacou os prazos envolvidos. O magistrado afirmou que o processo de Jair Bolsonaro está em análise há um ano e oito meses, enquanto o caso do INSS mencionado ainda não chegou a completar seis meses de tramitação.

A diferença de tempo, segundo o ministro, desmonta a narrativa de que haveria uma condução acelerada em benefício ou em prejuízo de algum investigado.

“Comparar coisas diversas é complicado. Não é que uma coisa está andando mais rápido. Uma coisa é diferente da outra”, explicou Moraes.

O evento no qual ocorreu o diálogo teve como objetivo discutir a relação entre o Judiciário e a sociedade em tempos de redes sociais e forte circulação de informações.

Entre os temas debatidos estiveram o papel do STF na defesa da democracia, os impactos das fake news e a influência da internet na formação da opinião pública.

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