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MPPE recomenda que prefeito de Quipapá adeque número de servidores e realize concurso público

O órgão fixou um prazo de 20 dias para o município informar se acata a recomendação e, se assim o fizer, quais foram as providências adotadas.

Ricardo Lélis

10 de fevereiro de 2025 às 18:47   - Atualizado às 18:57

Prefeito de Quipapá Pité.

Prefeito de Quipapá Pité. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Quipapá, recomendou à gestão municipal adotar medidas para adequar o número de cargos em comissão e contratados temporários em relação ao quantitativo de cargos de provimento efetivo.

A principal consequência da recomendação ministerial é compelir o município a promover concurso público para o seu quadro funcional.

“A contratação temporária somente é permitida por lei quando houver necessidade de excepcional interesse público. No entanto, o último concurso público realizado em Quipapá foi no ano de 2009, perfazendo 16 anos sem seleção de novos servidores”, ressalta a Promotora de Justiça Ana Victoria Schauffert.

O MPPE fixou um prazo de 20 dias para o município informar se acata a recomendação e, se assim o fizer, quais foram as providências adotadas.

MPPE recomenda nomeação de aprovados

O MPPE expediu recomendação para que a Prefeitura de Lagoa de Itaenga convoque, nomeie e dê posse aos candidatos aprovados em último concurso público vigente.

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Também foi determinado a exoneração dos servidores contratados nos cargos previstos no certame.

Para isso, a Prefeitura deve se abster de contratar servidores temporários para os cargos previstos no edital do concurso. Para isso, a Prefeitura deve se abster de contratar servidores temporários para os cargos previstos no edital do concurso.

A gestão também deve exonerar todos os funcionários contratados temporariamente, para que sejam substituídos pelos aprovados na seleção.

Com essa condição, o MPPE recomendou a nomeação de todos os funcionários necessários para cada cargo, incluindo os candidatos que compõem o cadastro de reserva.

No entanto, a exoneração terá ressalvas aos contratados que possuem algum tipo de estabilidade prevista em lei, os quais devem permanecer apenas pelo tempo previsto.

A Promotoria de Justiça ressalta ainda que a administração municipal deve ter atenção no que diz respeito à possível acumulação de cargo pelos novos servidores.

O MPPE recomendou que a Prefeitura, em um prazo máximo de dez dias, posicione-se quanto ao acatamento da recomendação.

Também foi pedido a apresentação dos termos de rescisão contratual dos servidores temporários e prova da divulgação da convocação dos aprovados para entrega das documentações.

Ministério Público de Pernambuco

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