Posto do BPRv, no Cabo. Foto: Google Streetview/Reprodução
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ofereceu a denúncia na Justiça Militar após receber o Inquérito Policial Militar (IPM), que apura o suposto caso de estupro ocorrido no posto 6 do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife
A perícia identificou a presença de fragmentos com sêmen em colchões da unidade onde uma mulher de 48 anos denunciou ter sido vítima de estupro.
De acordo com os laudos periciais, obtidos pelo Diario de Pernambuco, o material genético encontrado não pertence ao subtenente da Polícia Militar Luciano Valério de Moura, de 49 anos, apontado como o autor do crime.
Os peritos recolheram amostras em quatro colchões localizados no alojamento masculino e na sala do posto policial. As análises apontaram que os vestígios são de pelo menos sete indivíduos diferentes, todos do sexo masculino, além de fragmentos de fluido feminino.
Ainda segundo os documentos, um dos colchões apresentava um perfil genético “característico de mistura” entre dois indivíduos, um homem e uma mulher, incompatível com o material genético da vítima. Em outro colchão, a perícia identificou também uma mistura, mas dessa vez entre dois indivíduos do sexo masculino.
A mulher relatou em depoimento que o estupro ocorreu em pé, sem o uso de colchões, o que, segundo a advogada da vítima, Maria Júlia Leonel, explicaria a ausência de material genético do acusado nos locais analisados.
O Diario de Pernambuco também teve acesso ao laudo referente ao vestido usado pela mulher no dia do crime. O documento aponta que não foram encontrados espermatozoides nem qualquer outro material genético que pudesse ser comparado com o DNA de Luciano Valério.
Uma mulher de 48 anos denunciou ter sido estuprada por um agente do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) dentro de um posto policial na PE-60, no município do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife.
O crime teria ocorrido na noite da do dia 10 de outubro, por volta das 22h30, e foi registrado no sábado, 11 de outubro na Delegacia da Mulher da cidade.
Segundo informações da Corregedoria da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), a vítima trafegava em direção à praia de Gaibu acompanhada de uma amiga e de suas duas filhas, de 16 e 9 anos, quando o veículo foi parado por três policiais durante uma fiscalização de rotina. Após apresentar a documentação do carro e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ela foi informada por um dos agentes sobre débitos de licenciamento e multa.
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