Publicação do blogueiro em rede social mostra um suposto diálogo onde uma jornalista confessa o conhecimento de um conluio do ministro do STF com a PF para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alexandre de Moraes e Allan dos Santos. Alexandre de Moraes e Allan dos Santos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) contra o blogueiro Allan dos Santos.
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, 17, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou que a PF investigue se o blogueiro integra uma "atuação coordenada com o fim de, deliberadamente, difundir informações falsas" nas redes sociais.
O caso envolve uma captura de tela falsa envolvendo a jornalista Juliana Dal Piva.
Em 21 de junho, uma publicação de Allan dos Santos atribuiu à repórter um suposto diálogo, segundo o qual Dal Piva, confessa o conhecimento de um plano do ministro do STF Alexandre de Moraes, em conluio com a PF, para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Procuradoria considerou que a mensagem é falsa.
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À Corte, Juliana relatou a manipulação da captura de tela. Com o parecer da PGR, que também defende o bloqueio de contas do blogueiro, o processo será analisado pelo relator, Alexandre de Moraes.
Allan dos Santos é alvo de dois inquéritos no STF por propagação de desinformação. Contra ele, há um mandado de prisão preventiva, além de uma ordem de extradição. O blogueiro está foragido e reside nos Estados Unidos.
Se for julgado procedente, o bloqueio de contas solicitado pela PGR se somaria a uma série de determinações anteriores nas quais o blogueiro da "tropa de choque" bolsonarista foi alvo.
Desde julho de 2020, quando teve os perfis retidos nas redes sociais pela primeira vez, Santos tem driblado as decisões da Justiça criando novas contas.
Estadão Conteúdo
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O filho do presidente é investigado em três inquéritos autorizados pelo Supremo a pedido da PF, que tiveram origem em desdobramentos da Operação que apura um esquema de fraudes relacionadas a descontos indevidos do INSS.
Aristides Veras, ex-presidente da Contag e irmão do deputado Carlos Veras, foi indiciado por suspeita de participação no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados.
Procuradores da República de todo o País foram orientados a instaurar procedimentos para verificar se houve desvio de finalidade ou uso indevido dos recursos nas localidades onde atuam.
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