Pernambuco, 08 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

CASO MARIELLE: Irmãos BRAZÃO descartaram execução de FREIXO por medo da repercussão, diz PGR

Segundo denúncia, ambos tinham interesse em flexibilizar regras para a exploração de loteamentos no Rio de Janeiro, mas iniciativas do PSOL "tornaram-se um sério problema" para os negócios.

Ricardo Lélis

10 de maio de 2024 às 21:06

Marielle Franco e Marcelo Freixo.

Marielle Franco e Marcelo Freixo. Marielle Franco e Marcelo Freixo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que, antes do atentado contra a vereadora Marielle Franco, o deputado Chiquinho Brazão, e o irmão dele, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, descartaram a execução do ex-deputado Marcelo Freixo porque ele "gozava de grande projeção política". "Eliminá-lo poderia gerar grande repercussão."

A denúncia oferecida contra os irmãos, apontados como mandantes do assassinato vereadora, insere o crime em um contexto de embates políticos com o PSOL.

De acordo com o documento, os irmãos Brazão tinham interesse em flexibilizar regras para a exploração de loteamentos na zona oeste do Rio de Janeiro, mas iniciativas do partido "tornaram-se um sério problema" para os negócios.

O histórico de embates com o partido é antigo, narra a denúncia. Em 2008, no relatório final da CPI das Milícias, os irmãos Brazão foram apontados como beneficiários do "curral eleitoral" formado por pressão da milícia de Oswaldo Cruz. O presidente da comissão parlamentar foi o então deputado estadual Marcelo Freixo.

A PGR também lembra que a bancada do PSOL questionou a eleição de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado. O partido foi à Justiça questionar a escolha, alegando que ele não tinha "notório saber jurídico", um dos pré-requisitos para assumir o cargo.

Segundo a investigação a primeira "providência" tomada por Chiquinho e Domingos Brazão foi infiltrar no partido o miliciano Laerte Silva de Lima, preso e condenado pela Operação Intocáveis, que repassava informações. Ele se filiou ao PSOL após as eleições de 2016.

Com sua atuação na Câmara do Rio, a partir de 2016, Marielle passou a confrontar os irmãos e a ser vista como uma "ameaça" à expansão e negócios dos milicianos. Por isso, segundo a PGR, foi eliminada.

Também foram denunciados o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, o policial militar Ronald Paulo de Alves Pereira e o ex-assessor Robson Calixto da Fonseca.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

23:46, 08 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Padre processado e Gilberto Gil ao lado da filha Preta.
Conclusão

Padre que debochou da morte de Preta Gil em missa faz acordo com MPF para evitar ação penal

Em 2025, o sacerdote associou o falecimento da cantora à fé da artista em religiões de matriz africanas.

Feminicídio no Brasil
Artigo

Feminicídio não se combate com propaganda, mas com punição exemplar

Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.

Prefeito João Campos ao lado de aliados.
Supremo

STF determina trancamento de investigação contra três secretárias da Prefeitura do Recife

Decisão do ministro Gilmar Mendes encerra apuração do Ministério Público de Pernambuco ao apontar ausência de elementos mínimos para continuidade do procedimento.

mais notícias

+

Newsletter