Pernambuco, 27 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

MP pede ao TCU bloqueio de R$ 56 MILHÕES DE BOLSONARO e dos outros INDICIADOS pela PF por golpe

O órgão argumenta que as articulações golpistas parecem ter conexão direta com os atos do 8 de Janeiro, que causaram estragos materiais estimados nesse valor na Praça dos Três Poderes.

Ricardo Lélis

22 de novembro de 2024 às 21:39   - Atualizado às 21:48

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério Público pediu nesta sexta-feira, 22 de novembro, ao Tribunal de Contas da União (TCU) o bloqueio de R$ 56 milhões dos 37 indiciados pela Polícia Federal por suspeita de participação no plano golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

O órgão argumenta que as articulações golpistas parecem ter conexão direta com os atos do 8 de Janeiro, que causaram estragos materiais estimados em R$ 56 milhões na Praça dos Três Poderes.

"Os indiciamentos promovidos pela Polícia Federal e decorrentes de inquéritos sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal apontam para a direta conexão entre as tratativas golpistas que ocorreram no ano eleitoral de 2022 e as depredações ocorridas nas sedes dos três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023", diz um trecho do pedido.

A representação enviada ao TCU é assinada pelo subprocurador-geral Lucas Furtado. Ele também pede a suspensão dos salários dos 25 oficiais das Forças Armadas indiciados.

A lista inclui o próprio ex-presidente, os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos.

Veja Também

Lucas Furtado afirma que os pagamentos vão na contramão da moralidade administrativa.

"A se permitir essa situação (a continuidade do pagamento de remuneração a esses indivíduos), na prática, o Estado está despendendo recursos públicos com a remuneração de agentes que tramaram a destruição desse próprio Estado, para instaurar uma ditadura", afirma a representação.

"Não me parece moral, legal e constitucionalmente aceitável, portanto, que continuem sendo regiamente remunerados por um Estado que pretendiam abolir", acrescenta o procurador.

Como mostrou o portal Metrópoles, a União gasta R$ 675 mil por mês, ou R$ 8,78 milhões, para pagar os salários desses militares

Lucas Furtado ainda recomenda a suspensão de qualquer outra remuneração ou subsídio que eventualmente sejam custeados com recursos públicos federais, inclusive do Fundo Partidário, o que poderia alcançar Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

O procurador sugere ao TCU que solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento da íntegra do relatório de indiciamento da Polícia Federal, que até o momento é mantido em sigilo absoluto.

A PF concluiu que Bolsonaro tinha conhecimento de que seus subordinados estavam arquitetando um golpe de Estado e de que ele participou do plano golpista.

Os investigadores atribuem três crimes aos indiciados: golpe de Estado, abolição violenta do estado democrático de direito e organização criminosa.

Estadão Conteúdo
 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:31, 27 Mar

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Relator da CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha e Vorcaro.
Relatório

CPMI do INSS: relator pede indiciamento de Lulinha, Vorcaro e mais 214 pessoas

O deputado indicou que o filho do presidente teria cometido os crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens e participação em corrupção passiva.

MPPE denuncia mulher suspeita de aplicar GOLPES ONLINE prometendo financiamento de veículos
Vereadores

MPPE cobra medidas contra antecipação irregular de eleições das Mesas Diretoras em Câmaras

O Supremo Tribunal Federal (STF) já determinou que tais votações somente podem ser realizadas a partir do mês de outubro do segundo ano de mandato.

deputado federal Luciano Alves briga com garota de programa.
Vídeo

Deputado e assessora discutem com garota de programa após ela cobrar preço alto por sexo

A mulher teria solicitado R$ 3 mil, enquanto o parlamentar discordou do valor e xingou a prostituta.

mais notícias

+

Newsletter