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Motta defende projeto que prevê suspensão de 6 meses a deputado que impedir funcionamento da Câmara

Segundo o parlamentar, a proposta é uma demonstração de que a Presidência da Casa não concordará com movimentos como o da oposição na primeira semana de agosto.

Redação

20 de agosto de 2025 às 10:05

Deputado federal Hugo Motta.

Deputado federal Hugo Motta. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a análise do Projeto de Resolução 63/25, da Mesa Diretora da Câmara, que prevê pedido de suspensão cautelar por 6 meses para quem agredir fisicamente ou impedir, por ação física, o funcionamento das atividades legislativas.

A urgência da proposta foi aprovada nesta terça-feira, 19 de agosto, no Plenário.

"Defendo que o relatório possa ser negociado, não há necessidade de se votar isso hoje ou amanhã, pode se conversar com os partidos, mas algo precisa ser feito", afirmou.

Segundo Motta, a proposta é uma demonstração clara de que a Presidência da Câmara não concordará com movimentos como o da oposição na primeira semana de agosto, quando impediu as votações em Plenário.

"É uma demonstração de que devemos ser enérgicos com esse tipo de atitude", disse.

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Motta declarou que não há interesse dele em "hipertrofiar poderes da Presidência", mas de proteger o bom funcionamento da Câmara.

"Como estamos tendo movimentos desequilibrados, só vamos conseguir controlar se tivermos sobre a Mesa a condição de punir e sermos pedagógicos com quem não cumprir o Regimento Interno", disse.

Com ifnromações da Agência Câmara

Afastamento de deputados

 O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) decidiu indicar a punição do afastamento do mandato por até seis meses para os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Camila Jara (PT-MS).

Todas as decisões foram tomadas em razão do tumulto nesta semana, quando bolsonaristas resolveram impedir o início da sessão da Câmara ocupada a Mesa Diretora do plenário.

A decisão ainda precisa passar pelo crivo do Conselho de Ética, o que deve já acontecer nos próximos dias.

Segundo comunicado da Secretaria-Geral da Mesa, todas as denúncias sobre condutas praticadas durante o motim foram encaminhadas à Corregedoria Parlamentar.

Um ofício enviado por PT, PSB e PSOL, que pede a suspensão de cinco parlamentares, deu o pontapé inicial às representações.

Alguns desses nomes já passavam por análise de Motta - ao menos por enquanto, Paulo Bilynskyj (PL-SP) deverá ser poupado e não será afastado do mandato. Uma petista foi adicionada à lista de sancionados.

Camila Jara foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de empurrá-lo durante a confusão para reestabelecer o controle do plenário.

A deputada petista nega que tenha agredido. Em nota, a assessoria da parlamentar afirmou que havia um "empura-empurra" na Casa e que ela afastou Nikolas, que pode ter se desequilibrado.

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