Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro. Foto: Divulgação
O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja investigado por articulações com políticos dos Estados Unidos contra a Corte.
Os parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram duas notícias-crime solicitando que o passaporte do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja apreendido.
As petições foram protocoladas na última quinta-feira, 27 de fevereiro, e encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, que já conduz investigações sobre atos antidemocráticos.
Os petistas alegam que Eduardo Bolsonaro tentou constranger o STF no cenário internacional e deve ser impedido de sair do Brasil, assim como aconteceu com seu pai.
Na sexta-feira (28), Moraes encaminhou as solicitações para a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Paulo Gonet, para que o órgão se manifeste em um prazo de cinco dias sobre a possibilidade de confiscar o passaporte do parlamentar.
Os deputados do PT acusam Eduardo Bolsonaro de cometer crimes como obstrução de investigação sobre organização criminosa, coação no curso do processo e atentado contra a soberania nacional. Por fim, o caso segue sob sigilo no STF.
Neste sábado (1º), Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais para comentar a ofensiva contra ele. Em um vídeo publicado, o deputado afirmou que só será silenciado caso Alexandre de Moraes “corte sua língua”. Isso seria uma referência ao que considera uma tentativa de censura.
O parlamentar vem sendo alvo de críticas por manter contato com políticos conservadores dos Estados Unidos e incentivar discursos contra decisões do STF. Nos últimos meses, ele viajou ao país diversas vezes. O deputado participou de eventos com líderes que questionam o sistema eleitoral brasileiro e as ações do Judiciário.
Aliados de Eduardo Bolsonaro classificam a investida do PT como perseguição política e acreditam que a PGR não acatará o pedido de apreensão do passaporte. No entanto, o STF tem ampliado o cerco contra figuras bolsonaristas envolvidas em investigações sobre tentativas de "desestabilização institucional".
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.
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