De acordo com a reportagem, o ministro do STF realizou pelo menos três ligações telefônicas e se reuniu presencialmente com Galípolo em uma ocasião para tratar dos problemas enfrentados pela instituição financeira.
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez ao menos quatro contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar em favor do Banco Master, de propriedade do empresário Daniel Vorcaro, que acabou sendo liquidado extrajudicialmente pelo BC em novembro. As informações são da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
De acordo com a reportagem, Moraes realizou pelo menos três ligações telefônicas e se reuniu presencialmente com Galípolo em uma ocasião para tratar dos problemas enfrentados pelo banco.
Nos contatos, o ministro buscou informações sobre o andamento da operação de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Em julho deste ano, Moraes chegou a solicitar que o presidente do BC fosse até ele para discutir o tema.
Segundo O Globo, em uma das conversas, Moraes afirmou que tinha apreço por Vorcaro e disse que o Banco Master estaria sendo combatido por estar ganhando espaço dos grandes bancos, argumento que também era usado pelo empresário.
O ministro teria pedido ainda que o Banco Central aprovasse a venda do Master ao BRB, anunciada em março, mas que dependia de autorização da autarquia, o que acabou não ocorrendo.
Ainda conforme a reportagem, Galípolo informou a Moraes que técnicos do Banco Central haviam identificado fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master para o BRB.
Diante disso, o ministro teria reconhecido que, caso as irregularidades fossem confirmadas, a operação não poderia ser aprovada.
Em 18 de novembro, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro e outros seis executivos acusados de envolvimento nas fraudes.
No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A instituição foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por bancos integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
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