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Moraes nega visita dos filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais neste domingo (9)

A medida adotada anteriormente pelo ministro do STF foi motivada pela divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro.

08 de agosto de 2026 às 13:16   - Atualizado às 13:34

Bolsonaro e seus filhos.

Bolsonaro e seus filhos. Foto: Divulgação/Instagram/Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado, 8 de agosto o pedido para que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro pudessem visitá-lo neste domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais.

A solicitação havia sido apresentada pela defesa de Bolsonaro em caráter excepcional. Os advogados pediram autorização para que Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem ao encontro do pai no período da tarde.

Na decisão, Moraes citou uma determinação anterior que suspendeu, pelo prazo de 30 dias, as visitas ao ex-presidente. A restrição não abrange visitas médicas, fisioterapêuticas e de advogados, que permanecem autorizadas.

A suspensão das visitas ocorreu após o descumprimento de restrições judiciais impostas pelo STF ao ex-presidente.

Decisão de Moraes

A medida adotada anteriormente por Alexandre de Moraes foi motivada pela divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro. O conteúdo foi publicado nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, que é candidato do PL à Presidência da República.

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Segundo o ministro, o episódio representou descumprimento da determinação que proibia o ex-presidente de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.

Moraes também considerou que a divulgação do conteúdo configurou desvio de finalidade do direito de visita. Com isso, as visitas ao ex-presidente foram suspensas por 30 dias, com as exceções previstas na decisão.

Pedido da defesa

No pedido apresentado ao STF, os advogados de Jair Bolsonaro solicitaram, “em caráter absolutamente excepcional”, a liberação das visitas de Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro durante a tarde deste domingo.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que vive nos Estados Unidos, não foi incluído na solicitação apresentada pela defesa. Os advogados argumentaram que o pedido tinha caráter “estritamente humanitário e familiar” e destacaram a importância da data comemorativa para a convivência entre o ex-presidente e os filhos.

“O pedido ostenta caráter estritamente humanitário e familiar. Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”, afirmou a defesa.

Os advogados também sustentaram que a autorização para as visitas não comprometeria “o regular cumprimento da pena ou das cautelares impostas”.

*Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial (IA)

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