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Moraes marca data para interrogatório de Eduardo Bolsonaro; saiba quando

O ex-deputado é acusado de atuar nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro às vésperas do julgamento da trama golpista.

31 de março de 2026 às 11:58   - Atualizado às 12:02

Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro.

Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro. Fotos: Rosinei Coutinho/STF e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 14 de abril a audiência para interrogar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A sessão será realizada por videoconferência tendo em vista que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não está no Brasil.

Eduardo está vivendo nos Estados Unidos há cerca de um ano. Ele é acusado de atuar nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro às vésperas do julgamento da trama golpista, no qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado. A defesa de Eduardo sustenta que sua atuação configura exercício de liberdade de expressão.

O ex-deputado é réu no STF por "coação no curso do processo de Justiça, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito".

Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Eduardo atuou junto do blogueiro Paulo Figueiredo Filho para obter sanções dos Estados Unidos ao Brasil durante o julgamento de seu pai no STF. Para o procurador-geral, ficou comprovado que eles se valeram de contatos no governo Donald Trump para "constranger a atuação jurisdicional" do Supremo Tribunal Federal.

A denúncia descreveu a campanha de Eduardo nos Estados Unidos como uma "estratégia do sacrifício dos interesses nacionais" com "repercussão altamente deletéria sobre a economia" do País, em referência ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, em julho do ano passado. A PGR sustenta que o ex-deputado tentou "manipular a opinião pública" e jogar o sistema bancário e produtivo do Brasil contra o STF.

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Apesar as pressões, o ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de pena por liderar o plano de golpe de Estado para tentar se manter no poder após as Eleições de 2022.

Eduardo, que não retornou ao Brasil desde que se mudou para os Estados Unidos, teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro de 2025 pela Mesa Diretora da Câmara, por excesso de faltas, conforme publicado no Estadão.

Ele também é citado pela Polícia Federal (PF) em um processo administrativo que investiga o abandono do seu cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ) por ausência do trabalho e faltas injustificadas.

Estadão Conteúdo

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