Em uma carta dirigida ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Chikli acusou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover uma "perseguição contra israelenses".
Lula e Soldado de Israel. Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O ministro israelense Amichai Chikli, responsável pela pasta de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, fez duras críticas ao governo brasileiro após a ordem de investigação contra um soldado israelense, Yuval Vagdani, em férias no Brasil. A investigação foi motivada por uma denúncia apresentada pela Fundação Hind Rajab (HRF), que acusa Vagdani de ter cometido crimes de guerra durante ações na Faixa de Gaza.
Em uma carta dirigida ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Chikli acusou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover uma "perseguição contra israelenses". O ministro também expressou seu descontentamento com a atitude do Judiciário brasileiro, que, segundo ele, estaria agindo de maneira questionável ao investigar o soldado, especialmente em um momento tão simbólico, com o 80º aniversário da libertação de Auschwitz se aproximando. "O fato de o Judiciário brasileiro, com apoio do presidente Lula, se envolver com indivíduos com visões tão extremas é uma vergonha para o povo brasileiro", afirmou Chikli.
A investigação, ordenada pela Justiça Federal, visa apurar possíveis crimes de guerra cometidos por Vagdani em território palestino. A HRF, com representação de advogadas brasileiras, ingressou com uma representação legal contra o soldado, que estava de férias na Bahia. A Justiça determinou o envio de documentos à Polícia Federal em 3 de janeiro, dando início ao processo.
Em resposta à repercussão, o governo israelense emitiu um alerta a seus cidadãos, avisando sobre a possibilidade de ações legais infundadas motivadas por publicações nas redes sociais. Além disso, autoridades israelenses confirmaram que Vagdani conseguiu deixar o Brasil rapidamente, seguindo para Buenos Aires, na Argentina.
Chikli, na carta enviada a Eduardo Bolsonaro, afirmou estar "confiante" de que a maioria dos brasileiros desaprova as ações do governo Lula, que, segundo ele, “mancharão para sempre a história orgulhosa da nação". Ele concluiu fazendo um apelo pela união contra o terrorismo, o antissemitismo e a deslegitimação de Israel, considerando o povo brasileiro um aliado essencial na luta global contra essas questões.
O Palácio do Planalto e o Itamaraty ainda não se manifestaram sobre as acusações feitas pelo ministro israelense.
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