Miguel Coelho se posiciona sobre operação contra sua família. Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), se pronunciou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, sobre a Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos de emendas parlamentares. A investigação cita integrantes da família Coelho entre os alvos.
A apuração inclui o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), além dos filhos Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (UB). A Polícia Federal iniciou a operação na quarta-feira, 25 de fevereiro.
Miguel Coelho afirmou que não se sente intimidado pela ação policial. Ele classificou a operação como frágil e declarou que continuará atuando politicamente. O ex-prefeito também afirmou que adversários tentam desgastar sua imagem em ano eleitoral. Ele disse que trabalhou com transparência durante sua gestão e destacou que órgãos de controle aprovaram contas e fiscalizaram obras realizadas em Petrolina.
"Não vamos nos intimidar por aqueles que querem manter Pernambuco no atraso. Vamos continuar trabalhando e lutando para trazer investimentos para o nosso estado. Durante a última década, transformamos Petrolina na cidade que mais cresce no Nordeste. Trabalhamos com diferentes governos, sempre com transparência, fiscalização dos órgãos competentes, contas aprovadas e obras entregues à população. Mesmo assim, em ano eleitoral, criaram uma ação espalhafatosa para tentar manchar nosso mérito. Não é a primeira vez que enfrentamos ataques. Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Eles não conhecem a força do Sertão. Aqui nada cai do céu. Aqui a gente trabalha e faz acontecer. Vivemos do trabalho e nada, e nem ninguém, vai nos parar", declarou.
O ex-prefeito mencionou ainda que a própria Procuradoria-Geral da República se posicionou contra a operação. Ele utilizou esse argumento para reforçar sua crítica à investigação.
"Uma operação tão frágil que a própria Procuradoria-Geral da República se manifestou contra", concluiu.
A Operação Vassalos investiga contratos custeados com recursos de emendas parlamentares que teriam beneficiado a prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As emendas permitem que deputados e senadores direcionem parte do orçamento federal para estados e municípios. A investigação apura se houve uso irregular desses recursos.
Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram indícios de direcionamento em processos licitatórios. Esse tipo de prática ocorre quando responsáveis por uma licitação ajustam critérios para favorecer previamente uma empresa específica. A corporação sustenta que essa conduta compromete a igualdade entre concorrentes e prejudica a transparência nas contratações públicas.
A investigação também apura suspeitas de corrupção. Os agentes trabalham com a hipótese de que parte dos valores desviados tenha sido usada para pagamento de vantagens indevidas. A apuração busca identificar se agentes públicos ou intermediários receberam benefícios em troca de decisões administrativas.
Além disso, a Polícia Federal analisa possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Os investigadores examinam movimentações financeiras para verificar se houve tentativa de ocultar a origem de recursos obtidos de forma irregular. A equipe avalia operações que possam ter servido para disfarçar patrimônio ou valores recebidos.
A operação mobilizou equipes para cumprir medidas autorizadas pela Justiça. A Polícia Federal informou que a apuração segue em andamento e que os fatos investigados envolvem recursos públicos federais destinados ao município.
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