PF diz que Fernando Bezerra Coelho é sócio oculto de concessionária. (Fotos: Waldemir Barreto/Agência Senado e Reprodução/ STF)
A Polícia Federal (PF) afirma que o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o filho dele, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE), atuavam como sócios ocultos de uma concessionária de veículos com unidades em Petrolina e Caruaru, em Pernambuco.
Segundo a investigação, a empresa teria sido utilizada para vultosas operações de dinheiro em espécie e para o recebimento de valores de terceiros.
A informação consta em trecho da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a PF a deflagrar a Operação Vassalos. A ação tem como alvos Fernando Bezerra Coelho e seus filhos, Fernando Coelho Filho e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.
Ao tratar da concessionária Bari Automóveis, que comercializa veículos da marca Jeep, Flávio Dino registrou no despacho:
“Outras comunicações de operações suspeitas, as quais revelaram que a BARI tem por hábito realizar vultosas operações financeiras em espécie, muitas delas em valores fracionados, além de direcionar repasses a pessoas físicas destituídas de renda compatível, todos indicativos da tentativa de ocultar a origem e o destino do patrimônio”.
De acordo com os investigadores, a empresa teria sido uma das “recebedoras de valores pagos por terceiros com destino a Fernando Bezerra Coelho”. A PF identificou mensagens que indicariam que pai e filho frequentavam o estabelecimento, participavam diretamente da venda dos veículos e tinham acesso aos balancetes da concessionária.
Por meio de nota, a Bari Automóveis afirmou que Fernando Bezerra e os filhos “nunca foram sócios, formais ou ocultos” da Bari Automóveis.
“A Bari Automóveis Ltda. vem se manifestar sobre os fatos que deram ensejo à denominada “Operação Vassalos”, e afirmar, de modo categórico, que não são verdadeiras as ilações que estão sendo divulgadas contra si, uma vez que:
1) O ex-senador Fernando Bezerra, bom como seus filhos, nunca foram sócios, formais ou ocultos, da Bari Automóveis Ltda., nem tampouco detêm qualquer poder ou ingerência sobre a referida empresa;
2) A Bari Automóveis Ltda., bem como seus sócios, não mantém qualquer relação comercial ou societária com as empresas mencionadas na referida operação;
3) Eventuais referências a vínculos pessoais pretéritos entre o ex-senador Fernando Bezerra e os atuais sócios da Bari Automóveis Ltda. já foram objeto de apuração no pelo STF (INQ4513), e definitivamente arquivados. Não há, portanto, qualquer elemento que permita inferir qualquer conduta ilícita da empresa e de seus sócios.
Atenciosamente,
Sebástian Borges de Albuquerque Mello
OAB/BA 14.471″
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De acordo com relatório do Coaf, o grupo, que contaria com a participação de policiais civis, é suspeito de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões.
As investigações começaram após a identificação de atividades suspeitas em um grupo do aplicativo de mensagens Telegram.
As conversas indicam que brasileiras e estrangeiras eram levadas a encontros com Vorcaro, amigos e convidados, incluindo autoridades, no Brasil e no exterior a eventos.
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