O presidente também afirmou que aconselhou o ministro do STF a se posicionar sobre o caso Master e se declarar impedido de votar pelo fato da mulher dele ter atuado na defesa da entidade do banqueiro.
Presidente Lula e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 8 de abril, que disse ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que não deixasse o caso das fraudes bilionárias do Master acabar com a "biografia histórica" dele, construída no julgamento dos atos golpistas do 8 de Janeiro (assista o vídeo).
A declaração foi feita em entrevista ao portal de notícias ICL.
"Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a tua biografia", repetiu Lula o que disse a Moraes em entrevista ao ICL.
Segundo Lula, o ministro estava fora do seu escritório de advocacia há quase 15 anos, pois foi secretário do Estado de São Paulo, ministro da Justiça e, agora, integrante do STF.
O presidente também afirmou que aconselhou Moraes a se posicionar sobre o caso Master e se declarar impedido de votar sobre o caso Master pelo fato da mulher dele, a advogada Viviane Barci de Moraes, ter atuado na defesa da entidade de Daniel Vorcaro.
"Se a sua mulher estava advogando, diga textualmente: a minha mulher estava advogando, minha mulher não tem que pedir licença, e eu só prometo que aqui na Suprema Corte o caso da minha mulher eu me sentirei impedido de votar", disse Lula.
O escritório de Viviane Barci de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Banco Master, em 2024 e 2025. O contrato, firmado no início de 2024, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos.
Em nota, o escritório afirmou que "não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos".
Além disso, Moraes e Viviane pegaram ao menos oito voos em aeronaves particulares de uma empresa ligada a Vorcaro entre maio e outubro de 2025.
Estadão Conteúdo
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Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
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