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Macron critica tarifas de Trump e pede reação firme da Europa contra medidas dos EUA

Na rede social X, Emmanuel Macron afirmou compartilhar "a mesma forte desaprovação" quanto às tarifas impostas por Donald Trump.

Eduarda Queiroz

12 de julho de 2025 às 17:51   - Atualizado às 17:52

Emmanuel Macron e Lula em Paris.

Emmanuel Macron e Lula em Paris. Foto: Ricardo Stuckert/ PR

Assim como outras autoridades europeias, o presidente da França, Emmanuel Macron, criticou o anúncio de tarifas de 30% sobre produtos do velho continente importados pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

Na rede social X, o mandatário francês afirmou compartilhar "a mesma forte desaprovação" quanto à medida em linha com o que foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

Na mesma publicação, ele disse que o anúncio feito pelos EUA neste sábado, 12 de julho, ocorre após semanas de negociações entre a Comissão e os norte-americanos.

"Com unidade europeia, cabe mais do que nunca à Comissão afirmar sua determinação em defender resolutamente os interesses europeus", completou Macron.

Como exemplos de iniciativas a serem tomadas, o presidente francês citou a aceleração de "contramedidas" por meio da mobilização de todos os instrumentos à disposição, incluindo os de anticoerção, em referência à regulamentação aprovada na União Europeia em novembro de 2023 para combater coerção econômica de países fora do bloco.

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"Com base nisso, a França apoia plenamente a Comissão Europeia nas negociações, que agora se intensificarão, para alcançar um acordo mutuamente aceitável até 1º de agosto, refletindo o respeito que parceiros comerciais como a União Europeia e os Estados Unidos devem ter entre si, com seus interesses compartilhados e cadeias de valor integradas", concluiu Macron.

Tarifas de Trump no Brasil

Para o Brasil, a tarifa anunciada foi de 50%, o que afetaria as importações dos EUA de petróleo, produtos de ferro, café e suco de fruta. O Brasil não foi ameaçado com a taxa "recíproca" elevada em abril - mas, como outros países, enfrentou a tarifa base de 10% nos últimos três meses.

Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que poderia acionar a lei de reciprocidade econômica do País - que permite suspender acordos comerciais. Ele também ressaltou que os EUA tiveram superávit comercial de mais de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos.

Estadão Conteúdo

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