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Lula define Wellington Lima, advogado da Petrobras, como novo ministro da Justiça

Lewandowski entregou, na última quinta (8), a carta de saída do comando ministerial. Ele informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta agora em janeiro.

Gabriel Alves

13 de janeiro de 2026 às 18:34   - Atualizado às 18:34

Novo ministro da Justiça, Wellington Lima, advogado-geral da Petrobras.

Novo ministro da Justiça, Wellington Lima, advogado-geral da Petrobras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Após a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou aos aliados e definiu, nesta terça-feira, 13 de janeiro, o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, será o novo administrador da pasta. A expectativa é que o Diário Oficial da União (DOU) oficialize a publicação em breve.

Lewandowski entregou, na última quinta (8), a carta de saída do comando ministerial. Ele informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta agora em janeiro.

Ele assumiu o cargo em fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do ex-ministro dizem que ele está cansado, com a sensação de ter feito tudo o que poderia fazer à frente do cargo, e que precisa ter mais tempo com a família, que sente a sua falta.

Eles avaliam que o último ano de mandato, em que as atenções da classe política se voltam para as eleições, é mais político e tem menor oportunidades para aprovar e implementar novos projetos.

A decisão acontece após Lula afirmar, em dezembro, que estuda a divisão do atual Ministério da Justiça e da Segurança Pública em duas estruturas distintas. A sinalização do presidente mudou o cenário político dentro da pasta e abriu espaço para disputas internas sobre o futuro do comando da área.

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Divisão ministerial

Na avaliação de Lewandowski, a divisão do ministério reduziria de forma significativa sua influência e seu campo de atuação. Hoje, a pasta concentra temas estratégicos, como políticas de segurança pública, sistema penitenciário, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e articulação institucional com estados e municípios. Com a separação, parte dessas atribuições poderia migrar para um novo ministério, esvaziando o poder político do titular da Justiça.

Dentro do governo, uma ala do Partido dos Trabalhadores defende que a criação da nova pasta aconteça ainda neste ano. O movimento leva em conta o cenário eleitoral de 2026, quando Lula deve buscar a reeleição. Para esse grupo, a área da segurança pública tem peso político relevante e pode se transformar em um ativo eleitoral importante, especialmente diante da preocupação crescente da população com o tema.

Ao comunicar sua intenção de deixar o cargo, Lewandowski optou por avisar primeiro sua equipe mais próxima. Segundo relatos de integrantes do ministério, ele explicou que a eventual divisão da pasta tornaria sua permanência menos viável do ponto de vista político e administrativo. A leitura interna é que o ministro não pretende permanecer em um cargo com atribuições reduzidas ou em meio a uma reorganização que retire protagonismo da área sob seu comando.

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