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Lula pode se beneficiar da anistia a Bolsonaro em disputa eleitoral; saiba motivo

A anistia a Jair Bolsonaro reacende a polarização e pode devolver a Lula seu principal antagonista para as eleições de 2026.

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05 de setembro de 2025 às 13:11   - Atualizado às 13:15

Lula e Bolsonaro no primeiro debate no 2º turno, realizado pela TV Bandeirantes

Lula e Bolsonaro no primeiro debate no 2º turno, realizado pela TV Bandeirantes Foto: Renato Pizzutto/Band)

Em um cenário político instável e marcado por baixa aprovação popular, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta reorganizar sua base e reconstruir uma narrativa eleitoral para 2026. Publicamente, ele afirma ser contrário à anistia a Jair Bolsonaro, mas, politicamente, essa pode ser justamente a peça que faltava para reviver sua campanha.

Durante visita à comunidade Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (5), Lula voltou a criticar a possível anistia ao ex-presidente. Em tom de alerta à militância, declarou:

“Outra coisa que nós temos que saber, se for votar no Congresso, nós corremos o risco da anistia. O Congresso, vocês sabem, não é um Congresso eleito pela periferia (...). A extrema-direita tem muita força ainda. É uma batalha que tem que ser feita também pelo povo.”

Apesar da contundência no discurso, analistas políticos ouvidos por veículos como Crusoé e O Antagonista avaliam que, nos bastidores, o governo enxerga a anistia a Jair Bolsonaro como uma oportunidade estratégica. Com a volta do adversário ao jogo, Lula retoma seu maior trunfo eleitoral: a polarização.

Polarização: o campo onde Lula se sente em casa

Desde a redemocratização, Lula se especializou em construir campanhas em torno de antagonistas claros. Foi assim com Collor, Fernando Henrique, Serra, Alckmin e, nos últimos ciclos, com o próprio Bolsonaro. Nas eleições de 2022, esse embate direto com a figura do ex-presidente permitiu ao petista vencer por margem estreita, apostando em um discurso de “salvador da democracia”.

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Agora, sem conseguir embalar seu terceiro mandato com entregas expressivas ou projetos de forte apelo popular, Lula vê na anistia a Jair Bolsonaro um caminho para reativar o sentimento de urgência que mobilizou o eleitorado progressista dois anos atrás.

“Com Bolsonaro de volta ao páreo, Lula reencontra um inimigo conhecido e tem a chance de repetir a fórmula que o levou ao Planalto em 2022: o medo do autoritarismo versus a defesa da democracia”, avalia o cientista político Maurício Santoro.

Governo sem marca, popularidade em queda

Mesmo com políticas como o programa Pé-de-Meia e a distribuição massiva de botijões de gás, o governo Lula tem patinado para construir uma identidade própria neste terceiro mandato. A avaliação negativa do governo cresceu nas últimas pesquisas, enquanto a aprovação segue estagnada.

Além disso, erros de comunicação, embates institucionais e o desgaste de aliados — como o caso das sanções americanas ao ministro Alexandre de Moraes — colocaram o governo sob pressão. Nesse cenário, a figura de Bolsonaro livre para concorrer em 2026 pode funcionar como o fator externo capaz de reconfigurar o debate eleitoral e unir novamente os eleitores de centro e esquerda em torno de Lula.

A anistia que pode salvar os dois lados

Embora Lula siga dizendo ser contrário à medida, a anistia a Jair Bolsonaro tem crescido no Congresso Nacional. O presidente sabe que, se o ex-capitão for anistiado, sua volta ao jogo obrigará o Brasil a reeditar o velho confronto eleitoral de extremos. E isso pode ser tudo que Lula precisa para reavivar sua base.

Para o eleitor, a equação será a mesma: entre um governo com problemas, mas democrático, e a volta de um líder associado a discursos golpistas, qual será a escolha?

É essa dúvida que pode, ironicamente, transformar a anistia a Jair Bolsonaro em uma das principais apostas de Lula para 2026 — mesmo que ele jamais a admita publicamente.

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