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Lula: "O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate em mulher"

A declaração ocorreu durante o ato político promovido pelo PT após a homologação da candidatura presidencial da legenda.

Redação

03 de agosto de 2026 às 11:53   - Atualizado às 11:56

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 2 de agosto, que homens que praticam violência contra mulheres não precisam votar nele. A declaração ocorreu durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição para a Presidência da República nas eleições de 2026.

Ao discursar para dirigentes, parlamentares, militantes e apoiadores, Lula voltou a tratar da violência contra as mulheres e defendeu que o combate a esse tipo de crime continue como prioridade. Durante a fala, o presidente afirmou que não vê problema em deixar de receber votos de pessoas que cometem agressões contra mulheres e declarou que esse público deve escolher outro candidato.

"O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher", afirmou o presidente durante o discurso. Em seguida, Lula acrescentou que quem agride mulheres não precisa votar nele e pode escolher outro candidato nas eleições.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A declaração ocorreu durante o ato político promovido pelo PT após a homologação da candidatura presidencial da legenda. Antes do evento aberto ao público, o partido realizou uma reunião interna para oficializar a chapa que disputará a Presidência da República.

Durante o pronunciamento, Lula também afirmou que o governo federal tem desenvolvido ações voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres. O presidente reconheceu que o problema ainda persiste no país, mas disse que considera importante dar continuidade às medidas adotadas para reduzir esse tipo de crime.

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Ao comentar o tema, Lula utilizou uma comparação para defender que mudanças estruturais exigem tempo. Segundo ele, o trabalho para combater a violência de gênero ainda precisa avançar e depende da continuidade de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Em outro trecho do discurso, o presidente afirmou que acredita que seu governo adotou medidas relevantes nessa área, embora reconheça que ainda existem desafios. Lula declarou que não considera possível resolver todos os problemas em um único mandato, mas defendeu a continuidade das iniciativas.

Durante a convenção, Lula também fez um apelo para que integrantes do PT mantenham firmeza na defesa das pautas relacionadas à proteção das mulheres. Segundo o presidente, o partido e o governo devem tratar o assunto de forma clara e pública.

Ao falar sobre o posicionamento político em relação aos casos de agressão, Lula afirmou que não pretende buscar apoio eleitoral entre homens que praticam violência doméstica. O presidente reforçou esse entendimento ao afirmar que esse grupo pode votar em outro candidato.

Convenção

Além das declarações sobre o combate à violência contra a mulher, a convenção marcou oficialmente o início da campanha presidencial do petista. Lula disputará a reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a chapa vencedora das eleições de 2022.

A coligação que apoiará a candidatura reúne, além da Federação formada por PT, PV e PCdoB, os partidos PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede.

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