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Lula envia ao Congresso PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana

A medida busca reduzir o impacto do custo das passagens no orçamento da população e facilitar o acesso ao trabalho, aos serviços públicos, à cultura e às atividades de lazer.

Romildo Lacerda

21 de outubro de 2026 às 16:12   - Atualizado às 16:12

Lula entrega PEC para Tarifa Zero no Transporte aos fins de semana.

Lula entrega PEC para Tarifa Zero no Transporte aos fins de semana. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a destinação de parte dos recursos de emendas parlamentares obrigatórias para financiar a gratuidade do transporte público coletivo urbano no Brasil.

A iniciativa estabelece que, no mínimo, 26,8% do valor anual dessas emendas sejam direcionados ao custeio do serviço.

Proposta pode viabilizar tarifa zero em fins de semana

A iniciativa tem potencial para ampliar a oferta de transporte gratuito, incluindo a possibilidade de adoção da tarifa zero aos sábados, domingos e feriados.

A medida busca reduzir o impacto do custo das passagens no orçamento da população e facilitar o acesso ao trabalho, aos serviços públicos, à cultura e às atividades de lazer.

A justificativa da PEC também destaca os benefícios da gratuidade para a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente no que diz respeito ao convívio familiar, ao descanso e à saúde. O tema é relacionado à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso.

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Recursos devem ser previstos no Orçamento de 2027

De acordo com o texto, as novas regras para a destinação dos recursos deverão produzir efeitos a partir da Lei Orçamentária Anual de 2027.

A proposta estabelece que o financiamento da gratuidade ocorra dentro dos valores já previstos para as emendas parlamentares impositivas, sem ampliar o montante global dessas despesas.

Segundo a justificativa apresentada pelo governo federal, a medida não provocará aumento da despesa primária nem comprometerá a meta de resultado primário, uma vez que prevê apenas a redistribuição de parte dos recursos já contemplados no Orçamento.

Pela proposta, os recursos deverão ser reservados em uma categoria específica do Orçamento da União e transferidos obrigatoriamente aos estados, municípios e demais entes responsáveis pelos serviços de transporte coletivo, conforme regulamentação prevista em lei.

O texto mantém a parcela constitucionalmente destinada às ações e aos serviços públicos de saúde.

Como referência, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória.

Caso a regra seja aplicada sobre esse montante, aproximadamente R$ 12 bilhões poderão ser destinados ao financiamento da gratuidade no transporte público.

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