Lula e Janja. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante um discurso no Paraná, nesta quinta-feira, 29 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou os 580 dias que passou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
O chefe do Executivo contou que trocou uma carta por dia com a atual primeira-dama, Janja Lula da Silva, durante todo o período em que esteve detido.
Ao mencionar o tempo de cárcere, o presidente destacou o papel fundamental que a comunicação com Janja teve para manter seu estado emocional.
“Eu e Janja escrevemos 580 cartas durante os 580 dias que fiquei preso. O Rocha levava a minha carta pela manhã, e o Maneco me trazia a dela à tarde”, contou Lula, referindo-se ao advogado Luiz Carlos Rocha e a Manoel Caetano, que o visitavam com frequência.
Lula afirmou que o recebimento das cartas era o ponto alto de seus dias na cela.
“Vocês não têm noção do que é receber uma carta. Vocês já receberam carta de amor? Vale mais do que um presente”, declarou, sob aplausos.
O presidente disse que ficava ansioso sempre que o advogado Manoel chegava para a visita.
“O Maneco conversava comigo dois minutos e eu já perguntava: ‘E a carta?’. Quando ele dizia ‘hoje não tem carta’, eu entrava em depressão. Mas a tristeza passava no dia seguinte, quando eu recebia duas”, completou.
O presidente reforçou o impacto emocional das mensagens e descreveu como as noites solitárias eram preenchidas com sentimentos de saudade e inspiração.
“De noite, você sozinho numa cela, pensando na amada, e escrevendo pra ela... Eu nunca pensei que fosse tão bom escrever uma carta”, comentou. O depoimento arrancou reações comovidas da plateia.
A troca de cartas entre Lula e Janja começou logo nos primeiros dias da prisão, em abril de 2018. Na época, Janja, que é socióloga e já militava no Partido dos Trabalhadores, passou a visitar Lula regularmente.
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O encontro que marcou a aliança contou com a presença da deputada estadual Simone Santana, do candidato ao Senado pela Coligação Pernambuco de Coração, Eduardo da Fonte.
Mudanças atingem 29 municípios do estado e foram feitas principalmente por causa de reformas e interdições nos locais originais.
A definição ocorreu após uma reunião na sede do Partido Progressistas (PP), na Zona Sul do Recife.
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