Havia pressões políticas para o ministro abrir mão da vaga para disputar o Senado em São Paulo.
31 de março de 2026 às 12:33 - Atualizado às 12:35
Presidente Lula e Geraldo Alckmin. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira, 31 de março, que seu vice Geraldo Alckmin estará em sua chapa para concorrer à reeleição na disputa presidencial deste ano.
O anúncio foi feito por Lula em reunião ministerial no Palácio do Planalto. A reunião serve de balanço da gestão petista e despedida dos ministros que precisam deixar seus cargos para disputar cargos eletivos na campanha de 2026.
O vice-presidente Geraldo Alckmin acumula a função com a de ministro da Indústria e Comércio. Havia pressões políticas para Alckmin abrir a vaga de vice na chapa de Lula para disputar o Senado em São Paulo.
Nesta terça, Lula encerrou o assunto a anunciar que Alckmin estava saindo do ministério para disputar a presidência ao seu lado, de novo como vice.
"Companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. E ele vai deixar o MDIC", afirmou.
Além disso, o presidente comentou a situação de outros ministros. Disse que José Múcio, da Defesa, fica até o fim do governo porque ele foi chamado para ficar um ano e completará todo o mandato. Além de Simone Tebet, do Planejamento, que deixará a Pasta para disputar o Senado por São Paulo.
"Eu acho que cada um de vocês tem um desejo, tem uma vocação, tem uma aspiração e que Deus abençoe que vocês cumpram essa vocação de vocês. Naquilo que eu puder ajudar, eu vou ajudar", completou.
Quem for disputar as eleições em outubro, precisa deixar cargos no Executivo até o sábado, dia 4. No encontro, o presidente também apresentou os sucessores em pastas cujo futuro já está definido.
Lula também afirmou na reunião ministerial desta terça-feira que os novos ministros terão o dever de concluir o trabalho do governo, sem a criação de novos programas. A ordem de Lula foi que os ministérios não devem começar "tudo outra vez".
Estadão Conteúdo
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