Presidente do Chile, Boric e Lula. Foto:Marcelo Camargo/EBC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (21), de um encontro no Chile com líderes ibero-americanos para discutir temas como regulação de tecnologias digitais, comércio internacional e segurança democrática. A reunião, organizada pelo presidente chileno Gabriel Boric, incluiu representantes da Colômbia, Uruguai e Espanha, além de ausências notáveis, como a do México.
Eixos de Debate: Tecnologia e Soberania
O evento enfocou três pilares: fortalecimento do multilateralismo, redução de desigualdades e regulação de big techs. Propostas como a taxação de gigantes digitais e transparência de algoritmos foram debatidas, com o governo brasileiro destacando a necessidade de equilibrar inovação e responsabilidade fiscal. Paralelamente, as tensões comerciais com os EUA — incluindo ameaças de tarifas por parte de Donald Trump — entraram na pauta como exemplo de desafios a serem enfrentados coletivamente.
Medidas Propostas Contra Interferências Externas
Pedro Sánchez, premiê da Espanha, sugeriu mecanismos para coibir desinformação, como sistemas de pseudônimos verificados e responsabilização de executivos de plataformas. Já Lula reiterou a importância de respostas coordenadas a medidas unilaterais, sem citar nominalmente adversários políticos. “A soberania não pode ser solapada por interesses eleitorais externos”, declarou um assessor da comitiva brasileira.
Contexto de Polarização e Busca por Consensos
A reunião ocorre em um cenário de fragmentação política global, com países como os EUA adotando posturas mais assertivas em política externa. Embora o governo brasileiro classifique as ameaças de tarifas como “preocupantes”, o foco do diálogo foi técnico: desde a governança da inteligência artificial até a criação de marcos regulatórios compartilhados para evitar abusos de poder econômico.
Impactos Práticos para o Brasil
Além da agenda digital, o encontro serviu para explorar alternativas a eventuais retaliações comerciais. Um ponto de consenso foi a defesa de mecanismos de solução de controvérsias por meio de organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Para analistas, a estratégia busca isolar decisões unilaterais sem adotar retórica confrontista.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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