Lula e Moraes. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Lula partiu em solidariedade ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que teve o visto norte-americano revogado, por uma decisão do governo de Donald Trump.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira, 18 de julho, a revogação do visto de Moraes, de seus familiares e “aliados na Corte”. Sem, no entanto, deixar claro quais ministros do STF serão atingidos pela medida.
Em nota, o presidente Lula declarou que nenhum tipo de intimidação ou ameaça irá comprometer as instituições nacionais e reafirmou:
"A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações".
O anúncio de Marco Rubio foi feito pelas redes sociais. No comunicado, ele afirmou que Moraes tem perseguido Bolsonaro e promovido censura. “Uma política de caça às bruxas”. O STF ainda não se manifestou oficialmente sobre a revogação dos vistos.
O fato é que esse anúncio veio horas depois do ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, que determinou buscas e apreensões e algumas medidas cautelares.
Entre elas: tornozeleira eletrônica, recolhimento em casa entre sete da noite e seis da manhã durante a semana e horário integral aos finais de semana e feriados, além da proibição de uso de redes sociais.
Essas medidas foram determinadas no inquérito que investiga o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado e que está nos Estados Unidos. Ele é investigado por sua atuação junto ao governo norte-americano para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro em troca da anistia ao pai.
Eduardo Bolsonaro é deputado federal. Pediu licença em março para poder morar nos Estados Unidos. A licença, aliás, vence neste domingo, 20 de julho.
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A suspeita da polícia é que os dispositivos seriam usados para gravar o voto dos eleitores na urna eletrônica.
Os candidatos voltam a se enfrentar na disputa pelo governo paulista, repetindo o confronto ocorrido no segundo turno das eleições de 2022.
Neste domingo, os brasileiros foram às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
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