Mercado. Foto: Reprodução/VR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assina, na terça-feira, 11 de novembro, o decreto que regulamenta o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), estabelecendo novas regras para o vale-refeição (VR) e o vale-alimentação (VA).
A cerimônia ocorreu no Palácio da Alvorada, às 16h, e marca uma reformulação importante nas normas que regem os benefícios oferecidos a milhões de trabalhadores brasileiros.
As mudanças incluem a padronização das taxas cobradas de bares, restaurantes e supermercados nas transações realizadas com VR e VA, além da redução do prazo de repasse dos valores aos estabelecimentos, que passará a ser de 15 dias, um corte significativo em relação aos 60 dias praticados atualmente.
Outra novidade é o retorno da portabilidade e da interoperabilidade dos cartões de alimentação e refeição. Essas medidas permitirão que o trabalhador escolha a bandeira do cartão e que qualquer maquininha aceite vales de diferentes operadoras, independentemente do emissor do benefício.
O governo prevê uma transição gradual até que o percentual máximo de taxa cobrada por operação fique entre 3% e 4%, número inferior aos 6% a 7% que são cobrados, em média, atualmente. O objetivo é estimular a concorrência entre empresas e reduzir a concentração do mercado, dominado por quatro grandes grupos que controlam cerca de 80% do setor.
A fiscalização das novas normas ficará sob responsabilidade do Ministério do Trabalho, responsável pela administração do PAT. Já a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) demonstrou preocupação com as medidas, argumentando que as mudanças “podem gerar insegurança jurídica e afetar a sustentabilidade do programa”.
Por outro lado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) se manifestou favorável à interoperabilidade, mas contrária ao tabelamento das taxas. Segundo o presidente da entidade, Paulo Solmucci, a integração entre as bandeiras “impulsiona a concorrência”, mas o controle de preços “pode trazer distorções ao mercado”.
Criado em 1976, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) beneficia cerca de 24 milhões de brasileiros e concede incentivos fiscais às empresas que aderem ao sistema de vale-alimentação e refeição. A adesão é voluntária, mas as companhias participantes recebem abatimentos fiscais ao oferecer o benefício a todos os funcionários.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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