General Heleno em depoimento no STF. Foto: Reprodução/TV Justiça
Condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na trama golpista, o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro (PL), recebeu diagnóstico de Alzheimer.
A informação é do Correio Braziliense, que teve acesso a documentos médicos que indicam a doença há pelo menos um ano — período anterior ao início do processo judicial.
Segundo a matéria, relatórios reúnem testes cognitivos, exames e descrição do quadro clínico atual. O material deve embasar o pedido da defesa para progressão ao regime domiciliar.
Augusto Heleno e o general Paulo Sérgio Nogueira foram presos na última terça-feira, 25 de novembro, e encaminhados para o Comando Militar do Planalto (CMP). O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou trânsito em julgado da ação, encerrando a possibilidade de recursos.
Nesta quinta-feira (26), os generais passarão por audiência de custódia para atestar a legalidade da prisão. A expectativa é que os laudos médicos sejam avaliados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso.
A reportagem revela evolução clínica indica progressão dos sintomas. Os documentos detalham as consultas periódicas, os remédios prescritos e os testes aplicados.
A equipe de profissionais elaborou um material voltado a descrever as condições mental, física e funcional do militar. Entre as queixas: dificuldades para lembrar nomes e datas importantes, falas repetitivas (perguntava algo por várias vezes) e perda da capacidade crítica.
Documentos apontam que do ponto de vista funcional, Heleno não consegue administrar medicação sozinho, não retém conversas recentes, tem dificuldade para aprender novas tarefas ou lidar com tecnologias e precisa de supervisão para os cuidados pessoais, como de higiene, cravam os documentos.
Quanto à saúde física, constatou-se a artrose generalizada na coluna e na lombar e deformidades no mesmo eixo, que limitam alguns movimentos e precisam de tratamento para a dor, que é classificada como crônica.
Os médicos classificam como preocupante a incapacidade de realizar tarefas básicas, especialmente pela perda de memória e pelas limitações cognitivas, ainda que a doença tenha evolução lenta e gradual.
A conclusão dos laudos é que o isolamento no cárcere agravaria o quadro clínico. No rol dos documentos anexados, há vídeos dos testes feitos. Em um deles, Heleno é testado a dar o troco de uma certa quantia, mas não consegue.
Da redação do Portal com informações do Correio Braziliense
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