General Heleno, preso em trama golpista, afirma que sofre com Alzheimer desde 2018 Foto: Marcos Corrêa/PR.
O ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro, o general Augusto Heleno, de 78 anos, preso por envolvimento na trama golpista, afirmou sofrer de Alzheimer, doença classificada por especialistas como um tipo de demência.
Segundo o militar, o diagnóstico foi feito em 2018. Ele comunicou sua condição ao Exército nesta terça-feira, 26 de novembro, no Comando Militar do Planalto, em Brasília, para onde foi levado a fim de cumprir a pena de 21 anos de prisão relacionada à ação da trama golpista.
A avaliação médica realizada antes do recolhimento de um militar ao cárcere registrou informações consideradas relevantes sobre o estado de saúde dele. O exame teve como objetivo verificar a condição física geral, identificar doenças preexistentes e observar possíveis sinais de lesões corporais, recentes ou antigas.
Apesar do relato sobre o quadro de saúde, o militar não apresentou múltiplas queixas durante a avaliação. A médica responsável registrou que ele se encontrava em “bom estado geral, alerta e com sinais vitais regulares”.
O documento acrescenta que ela o descreveu como um “indivíduo idoso, com aparência condizente com a idade biológica, colaborativo e com estado emocional estável”.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o início do cumprimento das penas dos oficiais-generais condenados por tentativa de golpe de Estado no mesmo processo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os ex-generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e o ex-almirante Almir Garnier ficarão presos em instalação militar.
A informação da ordem de detenção para início da pena foi confirmada por integrantes do Exército e da Polícia Federal.
Os generais ficarão detidos no Comando Militar do Planalto. A ordem de prisão foi executada pelo próprio Exército de forma coordenada e com participação da Polícia Federal.
Moraes também determinou a execução da pena do general Braga Netto que já está detido em quartel no Rio de Janeiro. Ele permanecerá no mesmo local onde já estava preso.
O prazo para apresentação de recursos se encerrou às 23h59 desta segunda-feira, última chance para contestar o acórdão da Primeira Turma que rejeitou os primeiros embargos de declaração e confirmou as condenações por tentativa de golpe de Estado.
Parte das defesas protocolou novos recursos no limite do prazo, mas Moraes rejeitou os pedidos e certificou o trânsito, abrindo caminho para o início do cumprimento definitivo das penas.
Com a certificação do trânsito em julgado, as prisões passam a valer como execução da pena, inicialmente em regime fechado.
Ao longo do dia de ontem [segunda-feira,24], as defesas de Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto apresentaram os segundos embargos de declaração, conhecidos como "embargos dos embargos", recurso usado para apontar supostas omissões na decisão anterior.
A jurisprudência da Corte, porém, considera esse tipo de movimento protelatório, destinado apenas a atrasar a execução da pena.
Em outra frente, as defesas de Almir Garnier e também de Braga Netto recorreram com embargos infringentes, que permitem o reexame do caso.
A jurisprudência do STF, no entanto, só admite esse recurso quando há mais de um voto pela absolvição. No julgamento do núcleo crucial da trama golpista, apenas o ministro Luiz Fux divergiu, o que torna os infringentes inviáveis.
O general Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, foi condenado a 21 anos de prisão em regime inicial fechado.
Já Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, recebeu pena de 19 anos. Walter Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e também da Defesa, foi condenado a 26 anos. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, também foi condenado a 24 anos de prisão em regime inicial fechado.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo
3
07:40, 22 Set
25
°c
Fonte: OpenWeather
FAB e bombeiros realizam buscas pela aeronave, que segundo as informações divulgadas pelas equipes de resgate, saiu de Porto Belo e seguia para São Joaquim, em Santa Catarina.
O material foi encaminhado para análise de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Companhias terão 20 dias para apresentar explicações. Investigações envolvem indícios de preços elevados sem justa causa em sete estados.
mais notícias
+