Fachada do TJPE. Foto: Assis Lima/TJPE
Um esquema de falsificação de alvarás judiciais dentro do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) resultou na condenação de quatro pessoas por crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas ultrapassam 250 anos de prisão. As investigações apontam que o grupo desviou R$ 6,4 milhões em recursos públicos, por meio da emissão fraudulenta de documentos judiciais entre os anos de 2018 e 2024.
As condenações foram proferidas pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Comarca do Recife. Entre os réus está Esdras David Veras Ferreira, que exercia a função de chefe de secretaria na 23ª Vara Cível da Capital. Ele foi apontado como o líder do esquema criminoso e condenado a 141 anos de prisão e 3.248 dias-multa.
De acordo com a sentença, Esdras foi responsável pela expedição de 138 alvarás falsos, ao longo de 18 meses, utilizando o nome e a assinatura indevidamente atribuídos a uma magistrada. A juíza responsável pelo julgamento, Roberta Vasconcelos Franco Rafael Nogueira, destacou que ele usou a estrutura do Judiciário para criar os documentos e direcionar os valores a pessoas sem qualquer vínculo com os processos.
Além das penas de reclusão, a Justiça determinou que os réus paguem indenização por danos materiais, no valor de R$ 6,2 milhões, e danos morais coletivos, estimados em R$ 12,4 milhões. Os valores devem ser destinados ao ressarcimento dos verdadeiros beneficiários dos alvarás desviados.
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O caso envolve um vídeo gravado em 2012, no qual a mulher aparece, aparentemente embriagada, dirigindo um carro.
A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
O magistrado destacou que a identidade de gênero constitui um direito fundamental e não depende de alteração no registro civil.
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