Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ex-deputado estadual TH Joias. Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil e Alerj/Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, não compareceu à oitiva marcada para esta quarta-feira, 25 de fevereiro, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal, para prestar depoimento.
A ausência ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não se manifestar ao colegiado sobre a autorização para que o ex-parlamentar fosse conduzido à sessão.
O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a falta de resposta da Corte e afirmou que solicitará empenho dos integrantes da CPI para intensificar o contato com o gabinete do ministro relator.
TH Joias foi preso e indiciado pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV). Ele está custodiado na Penitenciária Federal de Brasília.
O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã do dia 16 de dezembro. Ele é investigado na Operação Unha e Carne 2, fase complementar da ação que prendeu, no começo do mês, o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar.
A operação investiga o vazamento de informações sigilosas no âmbito da Operação Zargun, que prendeu, em setembro, o então deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e outras 17 pessoas por envolvimento com facções criminosas.
O desembargador Júdice Neto é relator do processo contra TH Joias. O magistrado está detido na superintendência da PF no Rio de Janeiro. Além da prisão preventiva, a operação Unha e Carne 2 cumpre dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os dois estados da jurisdição do TRF2.
As ações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635/RJ (ADPF das Favelas), que determina à PF investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos no estado e conexões com agentes públicos.
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Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
O julgamento sobre suposto crime de responsabilidade e abuso de autoridade atribuído ao ministro André Mendonça, que levantou o sigilo das mensagens após reportagens do Estadão, ficará para 23 de setembro.
Ministro solicitou que todos os integrantes da Corte tenham acesso ao material antes da sessão que decidirá se Alexandre de Moraes será investigado no caso Master.
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