Empresário que foi morto. Foto: Redes Sociais/Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A Justiça de Pernambuco decidiu manter a prisão preventiva de quatro dos cinco réus acusados de envolvimento na morte de Erlan Oliveira, empresário piauiense primo do magnata Fernandin OIG. A decisão foi tomada pela juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina, em despacho publicado no dia 3 de outubro.
Os réus João Ítalo Barbosa da Silva, Laiza Guimarães Coelho, José Lima Ferreira Júnior e Iak Lima Silva permanecerão presos até nova deliberação judicial. Em sua decisão, a magistrada acolheu integralmente o parecer do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que destacou a gravidade dos crimes e a periculosidade dos acusados como justificativas para a manutenção da prisão.
A juíza ressaltou que medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de contato entre os réus, seriam insuficientes para garantir a ordem pública e o regular andamento do processo.
Por outro lado, a juíza indeferiu o pedido de prisão preventiva contra o quinto acusado, Franklin Freire de Aquino Bezerra. Ela considerou que já havia uma liminar de habeas corpus em vigor, concedida anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e que não surgiram fatos novos que justificassem uma decisão contrária. A magistrada afirmou que decretar a prisão de Franklin neste momento poderia gerar conflito com a instância superior, comprometendo a coerência das decisões judiciais.
O despacho também traçou os próximos passos processuais. As defesas de Iak Lima e José Lima foram intimadas a apresentar respostas à acusação, enquanto os questionamentos de nulidade levantados pela defesa de Franklin foram encaminhados ao MPPE para análise. O pedido da defesa de Franklin para acesso integral aos vídeos e dados da investigação foi aceito pela juíza.
A audiência de instrução está marcada para a próxima segunda-feira, 20 de outubro, no Fórum de Petrolina. A magistrada ainda deve analisar um pedido de adiamento solicitado pelos advogados de Laiza Guimarães e João Ítalo, que alegam necessidade de viagem profissional. O pleito será decidido após a comprovação documental do motivo apresentado.
O assassinato de Erlan Oliveira ganhou repercussão nacional pelo envolvimento de pessoas ligadas a negócios e figuras conhecidas do Piauí e de Pernambuco. O crime ocorreu em abril de 2024, quando o empresário, de 36 anos, foi encontrado morto em uma estrada vicinal da zona rural do município de Petrolina, com marcas de espancamento e ferimentos provocados por arma branca.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Erlan teria sido vítima de uma emboscada armada por pessoas próximas. O inquérito aponta que o crime foi premeditado e teria como motivação disputas financeiras e pessoais envolvendo os acusados. As apurações revelaram que a vítima foi atraída até o local do crime sob o pretexto de uma negociação comercial. Lá, ele foi atacado e morto.
Os cinco denunciados: João Ítalo Barbosa da Silva, Laiza Guimarães Coelho, José Lima Ferreira Júnior, Iak Lima Silva e Franklin Freire de Aquino Bezerra, foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. As qualificadoras incluem motivo torpe, emboscada e meio cruel.
Durante as fases iniciais da investigação, a PCPE reuniu provas periciais, imagens de câmeras de segurança e mensagens de celular que indicam a participação direta dos réus na execução do crime. Testemunhas afirmaram que Erlan vinha recebendo ameaças nos dias anteriores ao assassinato.
Desde então, o caso se tornou símbolo da luta contra a impunidade e o crime organizado no Sertão pernambucano. A Justiça busca agora esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e definir o grau de envolvimento de cada acusado, em um processo que promete mobilizar grande atenção pública e midiática até a sentença final.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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