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Justiça da Itália nega pedido de Zambelli para troca de juízes que vão analisar extradição

Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.

Ricardo Lélis

10 de fevereiro de 2026 às 18:46   - Atualizado às 18:50

Carla Zambelli.

Carla Zambelli. Foto: Câmara dos Deputados

A Justiça da Itália negou nesta terça-feira, 10 de fevereiro, um pedido da defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil.

Os advogados de Zambelli, que está detida na Penitenciária Feminina de Rebibbia, podem recorrer da decisão. Procurada pelo Estadão, a defesa da ex-deputada ainda não havia se pronunciado até a publicação deste texto.

Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a extradição deve ocorrer nesta quarta-feira, 11.

Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli teve sua extradição pedida à Itália após ter deixado o Brasil, o que levou à sua prisão pela polícia italiana.

Agora, porém, cabe às autoridades judiciais do país europeu abrir e concluir o procedimento que definirá se a extradição será ou não autorizada, especialmente porque a ex-parlamentar também possui cidadania italiana.

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A defesa de Zambelli na Itália afirma ter "boa expectativa" em relação ao desfecho da audiência. Segundo o advogado Fabio Pagnozzi, que a representa no país, o senador italiano Matteo Gelmetti tem atuado junto ao Ministério da Justiça para tentar barrar a extradição, sob o argumento de um suposto desrespeito a garantias processuais no Brasil por parte do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Segundo apuração do Estadão junto a investigadores, Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, que atua na embaixada brasileira, em conjunto com autoridades italianas. A prisão ocorreu no mesmo dia da publicação de Bonelli. Desde então, a ex-deputada permanece detida na capital italiana.

No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto.

Ele afirmou ter sido contratado por ela para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Após essa condenação, Zambelli deixou o País e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais.

Na segunda condenação, o STF fixou pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, com perda do mandato após o trânsito em julgado.

Ela se envolveu em uma confusão no dia das eleições de 2022. Em vídeos divulgados nas redes sociais e em poder da Polícia Civil, a parlamentar aparece empunhando uma pistola enquanto persegue um homem negro, que é agredido por outras pessoas. Um tiro é disparado pelo grupo do qual fazia parte a deputada. Carla alega ter sido agredida.

Estadão Conteúdo

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