De acordo com as investigações, o réu, na época com 41 anos, matou a Euda Cavalcanti, então com 59, com o objetivo de roubar seus cartões bancários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Filho é condenado por matar a própria mãe Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
O Tribunal do Júri de Moreno, na Região Metropolitana do Recife, condenou nesta terça-feira, 22 de outubro, Heronildo Quintino de Lira Júnior a 26 anos, três meses e 12 dias de prisão pelo assassinato da própria mãe, Euda Cavalcanti de Lira.
O crime ocorreu em agosto de 2023, na residência da vítima, em Moreno. Heronildo foi condenado por homicídio qualificado.
De acordo com as investigações, o réu, na época com 41 anos, matou a mãe, então com 59, com o objetivo de roubar seus cartões bancários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Após o crime, ele tentou enganar as autoridades, afirmando que havia encontrado o corpo ao ir à casa da mãe após não conseguir contato com ela.
Euda Cavalcanti, uma professora aposentada que vivia sozinha no bairro da Cohab, foi encontrada morta em 30 de agosto de 2023.
O corpo apresentava perfurações causadas por um objeto não identificado. Inicialmente, Heronildo relatou que foi até a residência da mãe depois de tentar, sem sucesso, contatá-la por telefone. Ao chegar, afirmou ter arrombado a porta e descoberto o corpo.
Entretanto, a Polícia Civil descobriu que o relacionamento entre mãe e filho era marcado por discussões frequentes, muitas das quais envolviam questões financeiras.
Heronildo explorava financeiramente a mãe, utilizando seus cartões de crédito sem consentimento. Testemunhas revelaram que Euda trocava as fechaduras de sua casa com frequência para impedir que o filho tivesse acesso à residência.
Heronildo foi preso preventivamente em janeiro de 2024. Durante as investigações, foi revelado que, um dia após a morte de Euda, ele foi até a casa de uma amiga da vítima, alegando querer devolver um Pix de R$ 1 mil que teria recebido indevidamente da mãe. Seu comportamento levantou suspeitas, especialmente após contradições sobre o uso de seu celular.
A crueldade do crime chocou os vizinhos, que descreveram Euda como uma pessoa extrovertida e querida na comunidade. As investigações indicaram que ela foi morta dois dias antes de seu corpo ser encontrado, em um domingo à tarde.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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