No modelo atual, cada instituição define um nome e a forma como divulga os pagamentos dos seus integrantes. A resolução, caso aprovada, criará um padrão nacional para as rubricas.
22 de maio de 2026 às 14:29 - Atualizado às 14:40
Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Fotos: CNJ/Divulgação Gustavo Moreno/STF. Montagem: Portal de Prefeitura
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) marcou para a próxima terça-feira, 26 de maio, a votação de uma proposta de resolução formulada pelo presidente do órgão, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que propõe a criação de um "contracheque único" no Poder Judiciário. A proposta busca padronizar o modo como os tribunais declaram as verbas adicionais e os salários pagos aos magistrados.
A resolução, caso aprovada, criará um padrão nacional para as rubricas de pagamento no sistema de Justiça. Levantamento realizado pela Transparência Brasil identificou mais de 3 mil rubricas diferentes utilizadas pelos tribunais no pagamento de penduricalhos a juízes, desembargadores e ministros. No modelo atual, cada instituição define um nome e a forma como divulga os pagamentos dos seus integrantes.
A proposta de Fachin também pretender por um fim às chamadas "folhas paralelas", em que salários são divulgados em uma página e penduricalhos em outra, dificultando a análise dos recebimentos e evitando a divulgação, em um só lugar, do valor total recebido por cada magistrado.
"Com isso, cada magistrado passará a receber um único contracheque mensal, contendo de forma clara, discriminada e consolidada todas as parcelas remuneratórias, indenizatórias, descontos obrigatórios e eventuais passivos funcionais", afirma o CNJ.
A resolução será votada em decorrência das decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que restringiram os pagamentos de penduricalhos e impuseram maior controle aos supersalários na elite do Judiciário.
Além da unificação dos contracheques e da ampliação da transparência, a resolução deve fortalecer a fiscalização dos tribunais pelo CNJ ao estabelecer mecanismos de controle e acompanhamento contínuo das folhas de pagamentos. Assim que a resolução for aprovada, os órgãos do Judiciário serão obrigados a enviar de forma padronizada os dados de pagamento ao CNJ e haverá integração com os sistemas do Conselho.
A resolução também dará poderes para que a Corregedoria Nacional de Justiça possa requisitar informações, acessar sistemas, suspender pagamentos indevidos e instaurar procedimentos de controle administrativo.
Estadão Conteúdo
1
2
3
4
12:16, 02 Nov
30
°c
Fonte: OpenWeather
A decisão judicial prevê ainda o bloqueio de até R$ 324,2 mil em ativos financeiros de quatro integrantes da família.
O caso teve origem em janeiro de 2025, em uma publicação na rede social X, sobre a deputada. Na ocasião, o jornalista se referiu a Erika Hilton como "uma verdadeira fake news humana essa coisa".
O órgão pede ainda o pagamento de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. A empresa tem até 24 horas, a partir da notificação, para remover 14 conteúdos identificados pelo MPT.
mais notícias
+