Renata Alves, vítima de feminicídio e João Raimundo, psicólogo condenado pelo crime. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O psicólogo João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, que assassinou a companheira, Renata Alves Costa, uma administradora de 35 anos, foi condenado a 71 anos, 2 meses e 26 dias de prisão. O réu foi julgado por feminicídio e outros crimes. O júri teve início na quarta (25) e foi encerrado na quinta-feira, 26 de fevereiro, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, localizado na Ilha de Joana Bezerra, no Centro do Recife.
Entenda abaixo o tempo de prisão e os crimes cometidos:
O crime ocorreu no apartamento da vítima, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte da capital pernambucana, no dia 6 de agosto de 2022.
Composto por seis mulheres e um homem, o júri decidiu condenar o psicólogo pelos crimes de homicídio qualificado, por feminicídio meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa. Por esse delito, a pena é de 29 anos e 22 dias.
Na sessão, o condenado foi julgado por tentativa de cárcere privado contra outras duas mulheres. O nome das duas vítimas não foram divulgados, já que o processo corre em segredo de Justiça.
A promotora Ana Clézia Ferreira, durante o julgamento, comentou sobre o caso de Renata e afirmou que foram mais de oito meses de extrema violência diária. De acordo com ela, João era altamente violento e tinha o costume de silenciar a vítima até o dia em que o crime foi cometido.
O juiz José Carlos Vasconcelos Filho proferiu a sentença depois das 21h.
Renata Alves foi assassinada no dia 6 de agosto de 2022, dentro do apartamento onde morava. As últimas imagens dela com vida a mostram no elevador do prédio ao lado do então namorado, João Raimundo, que foi preso três dias depois no aeroporto de Natal. Ao tentar embarcar para São Paulo, ele foi detido com duas armas ilegais, entre elas a pistola apontada como a utilizada no crime.
O relacionamento durou cerca de oito meses. Os dois passaram a morar juntos em 28 de março de 2022. O inquérito da Polícia Civil de Pernambuco, concluído em agosto daquele ano, indicou que João Raimundo praticava violência física, doméstica e psicológica contra a companheira.
As investigações também apontaram que ele mentia desde o início da relação e, quando as falsas informações eram descobertas, recorria à chantagem emocional. De acordo com o delegado Roberto Lobo, responsável pelo caso, o acusado ocultava o fato de utilizar tornozeleira eletrônica, dizia ser médico e mantinha arma de fogo dentro da residência.
Durante as buscas no imóvel, foram apreendidas quase 200 munições. João Raimundo foi indiciado por feminicídio e posse ilegal de arma de fogo.
Em depoimento após a prisão, ele alegou que o disparo que atingiu Renata teria sido acidental. A versão, no entanto, foi descartada após laudos do Instituto de Medicina Legal (IML) e da perícia criminal.
Quando o crime ocorreu, o suspeito já respondia por tentativa de homicídio e utilizava tornozeleira eletrônica, retirada pouco antes da tentativa de fuga. O caso anterior aconteceu em 2019, no Mar Hotel, localizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Na ocasião, ele foi acusado de agredir a então esposa e de atirar contra dois funcionários do hotel após uma discussão. João Raimundo ficou preso entre dezembro de 2019, quando se entregou à polícia, e abril de 2020, passando depois a cumprir prisão domiciliar.
O réu também já atuou como psicólogo no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com atuação no Juizado de Violência Doméstica e Familiar.
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O caso ocorreu por volta das 23h20 em junho de 2015, quando o jovem morreu depois de cair do coletivo no terminal do Cais de Santa Rita, no Recife.
Segundo a decisão, a restrição violava os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e aos direitos fundamentais à liberdade de expressão e a imagem dos agentes.
Oficiais do Exército passam a integrar o Superior Tribunal Militar em meio a julgamentos de militares condenados pelo STF.
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