Carla Zambelli. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Justiça italiana decidiu, nesta sexta-feira, 1º de agosto, manter presa a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), detida em Roma após aparecer na lista de procurados da Interpol. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia, realizada um dia depois da prisão.
Foragida há dois meses, a parlamentar foi presa em Roma, na Itália, nesta terça-feira (29), onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli tem dupla cidadania e deixou o Brasil em busca de asilo político duas semanas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pagar R$ 2 milhões em danos coletivos.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema para emitir um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Em junho, a Câmara dos Deputados autorizou a deputada a tirar 127 dias de licença não remunerada.
Se a parlamentar não retomar o mandato após o fim de licença, poderá ser cassada por faltar às sessões. Zambelli também é alvo de processo de cassação na Casa.
Além disso, a Câmara ainda não deliberou sobre a decretação da perda do mandato em função da condenação pelo Supremo.
Defesa
Pelas redes sociais, o advogado Fábio Pagnozzi disse que Carla Zambelli se entregou às autoridades italianas para colaborar com as investigações.
Segundo o defensor, a deputada tomou a iniciativa de se entregar à polícia: "Carla busca a não extradição e ser julgada com imparcialidade."
Por outro lado, a Polícia Federal informou que a prisão da deputada resultou de um trabalho de cooperação entre a corporação, a polícia italiana e a Interpol.
As declarações do deputado italiano Angelo Bonelli também rebatem a versão da defesa. Em sua conta no X, o parlamentar disse que denunciou à polícia italiana um endereço em Roma no qual Zambelli estava hospedada.
Com informações da Agência Brasil
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O banqueiro já tinha feito uma sondagem a investigadores da PGR e da PF sobre a possibilidade, mas aguardava o resultado do julgamento de sua liberdade para tomar uma decisão.
A deputada federal provocou polêmica ao se tornar a primeira trans a ser eleita presidente da comissão.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março de 2026, por meio de entrevistas domiciliares presenciais.
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