Pernambuco, 30 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Juíza compara reajuste anual do salário mínimo ao da magistratura; veja vídeo

Segundo Cláudia Márcia, os magistrados convivem com incertezas mensais quanto ao pagamento de verbas remuneratórias, em razão de decisões liminares e mudanças.

Fernanda Diniz

27 de fevereiro de 2026 às 14:20   - Atualizado às 14:37

Juíza Cláudia Márcia de Carvalho Soares.

Juíza Cláudia Márcia de Carvalho Soares. Foto: Reprodução/Tv Justiça

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) e juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares afirmou que a magistratura brasileira enfrenta insegurança jurídica em relação à remuneração e defendeu a legalidade das verbas adicionais pagas a membros do Judiciário, durante manifestação sobre o tema no Supremo Tribunal Federal. (Veja vídeo abaixo)

Segundo Cláudia Márcia, os magistrados convivem com incertezas mensais quanto ao pagamento de verbas remuneratórias, em razão de decisões liminares e mudanças no entendimento jurídico.

Veja vídeo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ela atribuiu esse cenário à ausência de uma regulamentação definitiva por parte do Congresso Nacional, apontado como o órgão competente para disciplinar a matéria.

A presidente da ABMT afirmou que os valores questionados publicamente não configuram benefícios informais, mas pagamentos previstos em legislações estaduais ou em resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Veja Também

De acordo com ela, eventuais irregularidades devem ser analisadas formalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), caso a caso.

No debate, Cláudia Márcia também abordou a política de reajustes do subsídio da magistratura. Conforme os dados apresentados, desde a fixação do modelo de subsídio, há cerca de 20 anos, foram concedidos seis reajustes, todos voltados à recomposição inflacionária.

Um desses reajustes foi parcelado em três etapas. Segundo a entidade, o histórico resulta em um período estimado de 11 anos de defasagem acumulada.

Com base no artigo 37, inciso 10, da Constituição Federal, que trata da revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos, a magistrada comparou a política de reajustes do subsídio ao salário mínimo.

“Se o salário mínimo tem recomposição anual, por que o subsídio da magistratura não pode ter?”, afirmou.

O debate ocorre em meio a medidas recentes adotadas pelo STF. No dia 5 de fevereiro, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de pagamentos adicionais, conhecidos como penduricalhos, nos Três Poderes que ultrapassem o teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil mensais. A decisão já está em vigor e será submetida a referendo do plenário da Corte.

Pela determinação, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário terão o prazo de 60 dias para analisar os pagamentos acima do teto.

As verbas que não estiverem amparadas por lei específica deverão ser suspensas, conforme estabelecido na decisão.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

00:29, 30 Abr

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Jorge Messias e André Mendonça.
Reação

Mendonça após rejeição de Messias: "Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro"

O magistrado foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente sobre a votação.

Jorge Messias e Edson Fachin.
Resposta

Fachin diz que STF respeita decisão do Senado de rejeitar Messias e aguarda nova indicação

A indicação do advogado-geral da União foi barrada por 42 votos contrários a 34 a favor.

Jorge Messias no Senado.
Resultado

Senado: votação que rejeitou Messias ao STF com indicação de Lula foi de 42 contra e 34 a favor

Esta foi a primeira vez que uma indicação à Suprema Corte foi reprovada em 132 anos.

mais notícias

+

Newsletter