João Campos ao lado de um agente da Guarda Municipal do Recife. Fotos: Divulgação e Portal de Prefeitura
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), protocolou na quarta-feira, 9 de abril, o início do processo de armamento da Guarda Municipal da capital pernambucana.
A formalização do processo ocorre após cobranças públicas feitas por parlamentares da oposição e pressiona a gestão a acelerar o debate sobre segurança pública.
O anúncio foi feito nas redes sociais do gestor no fim da tarde, após ele se reunir com o superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, delegado Antônio de Pádua.
O encontro entre o prefeito e a chefia da PF no estado aconteceu na sede da Superintendência da Polícia Federal, localizada no bairro do Recife Antigo.
João Campos entregou pessoalmente o documento que oficializa o interesse da Prefeitura do Recife em permitir que a Guarda Municipal passe a portar armas de fogo em serviço. De acordo com ele, o plano prevê que o armamento comece a ser implementado de forma gradual a partir de 2026.
Atualmente, o Recife é a única capital do Nordeste cuja Guarda Municipal não utiliza armas letais durante o expediente. A situação vinha sendo explorada por adversários políticos, que acusavam a gestão de omissão diante do aumento da sensação de insegurança em algumas regiões da cidade.
Nas redes sociais, João Campos reforçou que a medida seguirá critérios rígidos e será colocada em prática com responsabilidade.
O prefeito também frisou que o projeto prevê uma série de etapas obrigatórias antes da liberação das armas para os agentes. Entre essas etapas, ele citou a criação de uma Corregedoria e de uma Ouvidoria exclusivas para a Guarda Municipal, a realização de exames psicológicos com todos os integrantes da corporação e a obrigatoriedade de cursos de capacitação e treinamento de manuseio e uso legal da força.
O prefeito do Recife afirmou que a proposta inclui a ampliação das atribuições da Guarda Municipal. A corporação deverá ganhar um papel mais ativo nas rondas dos bairros da cidade, especialmente em áreas com histórico de maior vulnerabilidade.
Além disso, o plano prevê o uso de câmeras acopladas ao uniforme dos agentes, conhecidas como bodycams, para garantir maior controle e transparência nas ações da corporação.
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