O distanciamento do deputado em relação a setores da direita foi sua posição sobre o projeto de lei que trata da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
14 de abril de 2026 às 12:36 - Atualizado às 12:38
Renato Bolsonaro (PL-SP) e Antonio Carlos Rodrigues (Republicanos). Foto: Reprodução
O irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro (PL-SP), publicou nas redes sociais um encontro com o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (Republicanos). A reunião ocorreu na manhã da última segunda-feira, 13 de abril, em um hotel onde ambos estavam hospedados.
Na publicação, Renato afirmou que o encontro foi casual e destacou a relação de amizade com o parlamentar. Segundo ele, os dois coincidiram no mesmo local durante a estadia. “Hoje pela manhã encontrei um grande amigo, o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues, hospedado no mesmo hotel”, escreveu.
s é pré-candidato à Câmara dos Deputados por São Paulo e vem intensificando sua presença em agendas políticas. O registro do encontro chamou atenção por envolver um parlamentar que, recentemente, se afastou do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Antonio Carlos Rodrigues deixou o PL no início deste ano após enfrentar desgaste interno. O deputado foi alvo de críticas dentro do partido por declarações consideradas divergentes da linha adotada por aliados do ex-presidente. Entre os episódios que provocaram tensão está a defesa pública do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A saída do PL ocorreu após o parlamentar quase ser expulso da sigla. Atualmente, Rodrigues integra o Republicanos e mantém atuação ativa na Câmara dos Deputados.
Outro ponto que reforçou o distanciamento do deputado em relação a setores da direita foi sua posição sobre o projeto de lei que trata da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em março de 2025, Rodrigues decidiu não assinar o requerimento que buscava acelerar a tramitação da proposta na Câmara.
A decisão gerou críticas de parlamentares e apoiadores da pauta. Em resposta, o deputado defendeu sua posição durante discurso no plenário. Ele afirmou que sua atuação política não é guiada por pressões e destacou a importância do equilíbrio entre os Poderes.
“Tenho seis mandatos e não me guio por pressões, circunstâncias ou apelos de ocasião, que são irrestritos e acelerados pelo Legislativo, sem diálogo efetivo com o Judiciário. Isso compromete o equilíbrio entre os Poderes. O Parlamento não pode assumir o papel de julgador nem suprimir a atuação do Poder Judiciário”, declarou.
Antonio Carlos Rodrigues também é conhecido por sua proximidade com o ministro Alexandre de Moraes. A relação entre os dois remonta ao período em que Moraes ocupava cargos no Executivo do estado de São Paulo. Além disso, o deputado atuou como um dos principais interlocutores entre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o magistrado.
Antes de sua atual atuação na Câmara, Rodrigues foi ministro dos Transportes durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o que ampliou sua experiência na administração pública e no cenário político nacional.
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A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
O presidente do Brasil ainda afirmou que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente.
Kelly, chega ao pleito com uma trajetória marcada pela atuação na gestão pública, principalmente na área da saúde
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