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Inflação desacelera para 0,56% em março, diz IBGE

As menores variações foram registradas em Rio Branco e Brasília, ambas com 0,27%, influenciadas por quedas nos preços das passagens aéreas e do transporte urbano.

11 de abril de 2025 às 12:49   - Atualizado às 12:49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A alta de 0,56% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março foi o resultado mais elevado para o mês desde 2023, quando havia subido 0,71%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março de 2024, a taxa tinha sido de 0,16%.

Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses acelerou pelo segundo mês consecutivo, passando de 5,06% em fevereiro de 2025 para 5,48% em março de 2025. A taxa em 12 meses é a mais alta desde fevereiro de 2023, quando estava em 5,60%. O IPCA acumulado no primeiro trimestre de 2025 foi de 2,04%.

Difusão

O indicador de difusão do IPCA, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, manteve-se em 61% em março, ante também 61% em fevereiro, segundo o IBGE.

A difusão de itens alimentícios manteve-se em 55% em março, ante igualmente 55% em fevereiro. Já a difusão de itens não alimentícios manteve-se em 65% em março, ante também 65% em fevereiro. 

INPC 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou alta de 0,51% em março, após subir 1,48% em fevereiro. No acumulado do ano, o índice chega a 2,00% e, nos últimos 12 meses, a 5,20%, superando os 4,87% observados no período anterior. Em março de 2024, o INPC havia sido de 0,19%.

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Os alimentos, mais sensíveis ao orçamento das famílias de menor renda, subiram 1,08% em março, ante 0,75% no mês anterior. Já os produtos não alimentícios desaceleraram de 1,72% para 0,32%.

No recorte regional, Curitiba teve a maior alta (0,79%), impulsionada pelo aumento da gasolina. Em sentido oposto, Brasília registrou queda de 0,33%, puxada pela redução nas tarifas de ônibus urbano.

Estadão Conteúdo 
 

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