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Banco Central aumenta projeção da inflação para 5,58%; PIB deve permanecer em 2,03

A pesquisa Focus é feita com economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo BC.

10 de fevereiro de 2025 às 12:38   - Atualizado às 13:40

Banco Central aumenta projeção da infação para 5,58%; PIB deve permanecer em 2,03

Banco Central aumenta projeção da infação para 5,58%; PIB deve permanecer em 2,03 Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Banco Central aumentou a projeção da inflação e do crescimento da economia para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira 10 de janeiro, pelo BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 5,58%. Na semana passada, foi de 5,51%.

O boletim também trouxe nova redução na projeção do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma dos bens e serviços produzidos no país, para 2025. Agora, o Banco e os agentes do mercado financeiro projetam o crescimento de 2,03% para 2025, ante os 2,04% da semana anterior.

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A pesquisa Focus é feita com economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus mostra projeção de crescimento do PIB de 1,7%. Já para 2027, a projeção é de 1,96% e, em 2028, expansão de 2% da economia.

Em relação à inflação, o boletim projeta índice de 4,3% para 2026, ante os 4,28, da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de IPCA de 3,9% e, de 3,78% em 2028.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%. Este valor ficou acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada. Esta projeção é de 15% para 2025. A mesma das últimas quatro semanas.

A previsão para 2026 é de que a taxa Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada.

Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Esta é definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual. A justificativa é que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta, como menciona o Banco.

O Copom destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa. Isso aconteceu em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes. Esta também foi afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens. Isso sugere maior aumento em tais componentes nos próximos meses. Este cenário inflacionário mais Banco demanda uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. Pode demandar aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,75. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 6,00.

Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$5,93 e para 2028, a projeção é de R$ 5,99, como acredita o Banco Central.

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