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Inflação no Brasil avança para 1,31% em fevereiro e registra maior alta desde 2003, diz IBGE

O principal fator que impulsionou esse crescimento foi o aumento de 16,80% na energia elétrica residencial.

Gabriel Alves

12 de março de 2025 às 10:58   - Atualizado às 11:15

Notas de dinheiro.

Notas de dinheiro. Foto: José Cruz/Agência Brasil

A inflação do Brasil avançou para 1,31% em fevereiro, após registrar 0,16% em janeiro. Esse é o maior aumento para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%) e a taxa mais elevada desde março de 2022 (1,62%). 

O principal fator que impulsionou esse crescimento foi o aumento de 16,80% na energia elétrica residencial, que contribuiu com 0,56 ponto percentual (p.p.) no índice geral.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulou alta de 5,06%, superando os 4,56% registrados no período anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 12 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Setores que mais impactaram a inflação

Cerca de 92% do índice de fevereiro foi influenciado por quatro dos nove grupos de produtos e serviços analisados:

  • Habitação (4,44%);
  • Educação (4,70%);
  • Alimentação e Bebidas (0,70%);
  • Transportes (0,61%).

Energia elétrica impulsiona alta no setor de Habitação

O grupo Habitação, que havia registrado queda de -3,08% em janeiro, subiu para 4,44% em fevereiro, tornando-se o principal responsável pelo aumento da inflação, com impacto de 0,65 p.p.

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“Essa alta ocorreu devido ao fim do Bônus de Itaipu, que concedeu descontos nas faturas de janeiro. Com isso, a energia elétrica residencial passou de uma queda de 14,21% para um aumento de 16,80%”, explica Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

Educação tem maior variação do mês

O grupo Educação registrou a maior variação, com alta de 4,70% e impacto de 0,28 p.p. Esse aumento reflete os reajustes nas mensalidades escolares do início do ano letivo, principalmente no ensino fundamental (7,51%), ensino médio (7,27%) e pré-escola (7,02%).

Alimentação desacelera, mas café e ovos disparam

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de 0,70%, abaixo dos 0,96% registrados em janeiro. Alguns produtos tiveram alta significativa, como ovo de galinha (15,39%) e café moído (10,77%).

“O café enfrenta problemas na safra e vem registrando aumentos desde janeiro de 2024. Já a alta no preço do ovo se deve ao crescimento das exportações, impulsionado pela gripe aviária nos Estados Unidos, além do aumento da demanda com a volta às aulas e as condições climáticas desfavoráveis para a produção”, explica Gonçalves.

Por outro lado, alguns itens apresentaram queda nos preços:

  • Batata-inglesa (-4,10%);
  • Arroz (-1,61%);
  • Leite longa vida (-1,04%).

Combustíveis elevados

O grupo Transportes registrou alta de 0,61%, abaixo da variação de 1,30% observada em janeiro. O principal fator para esse avanço foi o reajuste do ICMS sobre combustíveis, resultando em aumentos de:

  • Óleo diesel (4,35%);
  • Etanol (3,62%);
  • Gasolina (2,78%).

A gasolina, devido ao seu peso no índice, foi o segundo item com maior impacto individual na inflação do mês, contribuindo com 0,14 p.p. O único combustível que apresentou queda foi o gás veicular (-0,52%).

Outros grupos

Os demais grupos de produtos e serviços tiveram as seguintes variações em fevereiro:

  • Artigos de residência: 0,44%;
  • Vestuário: 0,00%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,49%;
  • Despesas pessoais: 0,13%;
  • Comunicação: 0,17%.

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