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Impeachment de João Campos: membro do MBL diz que foi impedido de acompanhar votação na Câmara

Segundo o relato, apenas apoiadores do prefeito teriam conseguido acessar as galerias e os militantes da oposição ficaram do lado de fora.

Redação

03 de fevereiro de 2026 às 10:58   - Atualizado às 11:00

Militante do MBL Xande Pessoa e prefeito João Campos.

Militante do MBL Xande Pessoa e prefeito João Campos. Foto: Divulgação

O militante do MBL Xande Pessoa, filiado ao Partido Missão, afirmou nas redes sociais que ele e outras pessoas favoráveis ao impeachment do prefeito João Campos (PSB) foram impedidos de entrar na Câmara Municipal do Recife nesta terça-feira, 3 de fevereiro. A denúncia ocorreu enquanto vereadores analisam o pedido de impeachment em sessão transmitida ao vivo pelo canal oficial da Casa de José Mariano no YouTube.

Segundo o relato publicado pelo militante, apenas apoiadores do prefeito teriam conseguido acessar as galerias da Câmara para acompanhar a votação, enquanto integrantes da oposição permaneceram do lado de fora do prédio. A situação ganhou repercussão nas redes sociais e aumentou o clima de tensão política em torno da sessão que avalia a denúncia contra o chefe do Executivo municipal.

A votação ocorre após a Procuradoria da Câmara aceitar o pedido protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo) no início de janeiro. A decisão permitiu que o tema avançasse para análise em plenário, etapa considerada essencial dentro do rito legislativo. O próprio parlamentar utilizou as redes sociais para convocar a população a acompanhar a sessão e observar o posicionamento dos vereadores durante o debate.

O pedido de impeachment questiona uma nomeação realizada pela gestão municipal em concurso público para o cargo de procurador do Recife. O documento apresentado acusa o prefeito de crime de responsabilidade e de improbidade administrativa, com base na alegação de que a ordem de classificação prevista no edital não teria sido respeitada.

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De acordo com o texto protocolado, a controvérsia envolve o preenchimento de vagas destinadas a candidatos com deficiência. O vereador sustenta que o ato administrativo teria desrespeitado critérios estabelecidos no próprio concurso, principalmente aqueles relacionados à reserva legal dessas vagas. A denúncia afirma que regras específicas que orientam o correto preenchimento das posições não teriam sido observadas pela administração municipal.

Ainda conforme a argumentação apresentada por Eduardo Moura, a suposta irregularidade teria ferido princípios considerados fundamentais para a atuação do poder público, como legalidade e impessoalidade. Esses conceitos aparecem como base central da acusação e orientam a solicitação de abertura do processo político dentro da Câmara do Recife.

Enquanto a sessão acontece, a transmissão ao vivo pelo YouTube permite que moradores acompanhem a votação mesmo sem acesso presencial às galerias. O uso da plataforma digital amplia o alcance da discussão e garante que o debate seja acompanhado em tempo real por pessoas interessadas no desfecho da análise.

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