João Campos, prefeito do Recife. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura.
A Câmara Municipal do Recife vai analisar nesta terça-feira, 3 fevereiro, o pedido de impeachment apresentado contra o prefeito João Campos (PSB). A informação ganhou força após o vereador Eduardo Moura (Novo) anunciar, nas redes sociais, que a Procuradoria da Casa aceitou o documento protocolado por ele no início de janeiro, permitindo que o tema avance para votação em plenário.
Eduardo Moura também convocou a população para acompanhar a sessão e observar o posicionamento de cada integrante da Casa de José Mariano.
Gabriel Asafe, porta-voz do Movimento Brasil Livre (MBL), também fez uma convocação para os filiados do Partido Missão marcarem presença na Câmara Municipal. O grupo promete estar presente no plenário para cobrar os vereadores durante a votação do pedido de impedimento.
“Vamos cobrar, expor e gritar na cara de todos os vereadores que defenderem essa gestão”, afirmou Asafe.
O pedido de impeachment surge em meio a debates envolvendo uma nomeação realizada pela gestão municipal em concurso público para o cargo de procurador do Recife. O documento apresentado pelo vereador acusa o prefeito de crime de responsabilidade e de improbidade administrativa, alegando que a nomeação não teria seguido a ordem de classificação estabelecida no certame.
De acordo com o texto protocolado, a controvérsia envolve o preenchimento de vagas destinadas a candidatos com deficiência. O vereador sustenta que o ato administrativo teria desrespeitado critérios previstos no edital do concurso, especialmente aqueles relacionados à reserva legal dessas vagas. O pedido afirma que a administração municipal não observou regras específicas que orientam o correto preenchimento das posições previstas no processo seletivo.
Ainda conforme a argumentação apresentada, a suposta irregularidade teria ferido princípios considerados essenciais para a administração pública, como a legalidade e a impessoalidade. Esses conceitos orientam decisões do poder público e aparecem como base central da acusação feita pelo parlamentar. Eduardo Moura defende que a situação precisa de apuração formal por parte da Câmara, já que, na visão dele, o caso não se trata apenas de uma falha administrativa simples.
A expectativa gira em torno da reação dos demais parlamentares diante das acusações apresentadas. Alguns vereadores devem analisar o caso sob a ótica técnica do processo legislativo, enquanto outros podem considerar o impacto político da votação no cenário local.
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Recém-empossado presidente estadual do Solidariedade, Edinazio comparou as negociações com o futebol, como a busca por "bons jogadores" (candidatos).
A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
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