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"Houve muita química na minha relação com o papa", diz Lula após encontro com Leão XIV

Lula comparou a interação com a relação que tem com religiosos da Teoria da Libertação, como Leonardo Boff e Frei Betto.

Fernanda Diniz

13 de outubro de 2025 às 17:46   - Atualizado às 18:03

Lula e o Papa.

Lula e o Papa. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que aconteceu muita "química" entre ele e o papa Leão XIV durante encontro que tiveram nesta segunda-feira, 13.

Segundo Lula, o pontífice não poderá vir à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em novembro, mas disse esperar sua visita "a qualquer momento".

"Houve muita química na minha relação com o papa. A relação humana é 80% química e 20% emoção e razão. Tinha lido o documento do papa antes de conhecê-lo. Parecia com alguém que já conhecia há 20, 30 anos", declarou citando o 'Dilexi te', exortação apostólica publicada por Leão XIV.

Lula comparou a interação com a relação que tem com religiosos da Teoria da Libertação, como Leonardo Boff e Frei Betto, "de tanta afinidade que havia entre o propósito do papa e o propósito da luta contra a fome e a pobreza".

As declarações foram feitas a jornalistas no Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma.

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O presidente brasileiro disse ter convidado Leão XIV para a COP30, que será realizada em novembro no Pará. Afirmou, no entanto, que ele não poderá comparecer, mas deve vir ao Brasil.

"Ele disse que não poderá ir, porque já tem alguns compromissos, inclusive, alguns compromissos assumidos pelo papa Francisco, mas disse que a qualquer momento estará no Brasil", declarou.

Lula disse ter falado ao papa Leão XIV ser necessário despertar uma "indignação na humanidade contra a fome".

"A fome não é um problema econômico, a fome é um problema político. Se houver interesse político para os governantes do mundo inteiro, se encontrará um jeito de colocar o café da manhã, o almoço e a janta para o povo pobre", disse.

O presidente afirmou que em todo fórum que participar falará da fome e da desigualdade e que é preciso repensar a distribuição de alimentos no mundo.

"Não tem explicação o mundo rico gastar US$ 2,7 trilhões de armamentos; com apenas 12% disso, US$ 300 e poucos bilhões, a gente poderia dar comida a 763 bilhões de seres humanos passando fome."

Estadão Conteúdo 

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